Oxfam deixa China sob acusação de infiltrar ideias oposicionistas

Pequim, 23 fev (EFE).- A ONG Oxfam suspendeu seu programa de estudantes voluntários na China após ser acusada pelo Ministério da Educação desse país de estar infiltrando-se em seu território e de ter ideias oposicionistas.

EFE |

Segundo informou hoje o jornal "South China Morning Post", o responsável da Oxfam para Hong Kong e China, Howard Liu Hung-to, assinalou hoje em entrevista coletiva que suspenderam seus programas de voluntariado nas universidades chinesas e que estão tratando de averiguar por que o ministério da Educação se opõe à ONG.

O jornal assinalou que o Ministério de Educação publicou mensagens em distintas universidades chinesas nos quais acusa a Oxfam de ser uma "ONG que está tentando se infiltrar na China" e acrescentou que "seu responsável é um membro-chave da oposição", sem especificar se fazia referência a uma ou várias pessoas.

Estas mensagens apareceram nos sites da Oxfam nas universidades de Minzu, em Pequim, Wuhan (em Hubei) e Zhejiang, embora a mensagem da Universidade de Wuhan que classificava à ONG de "organização ilegal" desapareceu.

Segundo Liu, seu grupo não recebeu nenhuma explicação direta do Ministério sobre essas mensagens, e ressaltou que trabalharam com inúmeras organizações de caridade locais em programas de desenvolvimento e alívio da pobreza na China continental.

"Nunca recebemos nenhuma crítica direta das autoridades chinesas", assinalou Liu, "mas como estão tão preocupadas sobre o programa de voluntários na China, Oxfam suspenderá de forma temporária", acrescentou.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China, Qin Gang, assinalou hoje em entrevista coletiva que, embora desconhecesse o caso desta ONG, as organizações humanitárias que operam na China "são bem-vindas para a modernização do país, mas têm que respeitar as leis locais".

Oxfam Internacional é uma confederação de 14 organizações humanitárias que trabalham para erradicar a pobreza trabalhando diretamente com as comunidades e exercendo pressão sobre que os tem o poder para assegurar que trabalham na melhoria das condições de vida dos pobres, segundo assinalam em seu site. EFE mz/dm

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