Oxfam alerta sobre condições sanitárias no Haiti após furacão

Santo Domingo, 5 set (EFE).- A ONG Oxfam Internacional alertou hoje sobre os problemas de escassez de água e alimentos e as condições sanitárias extremamente preocupantes em certos pontos do Haiti depois da passagem do furacão Hanna, que causou pelo menos 136 mortes no país.

EFE |

Em nota enviada à Agência Efe, a Oxfam assinala que já foram contabilizados 650 mil desabrigados e estima-se que o número de mortos aumentará "com toda segurança" quando o nível das águas nas amplas zonas inundadas do país descer.

O número total de mortos em menos de duas semanas no Haiti chega a 215, já que o furacão "Gustav" deixou 79 vítimas, e "Hanna" causou pelo menos 136, segundo os últimos dados oficiais.

Mais de 11 mil pessoas buscaram refúgio nos albergues temporariamente habilitados em Gonaives, onde aconteceu a maioria das mortes, assinala a Oxfam.

"Há escassez de comida, água e outras provisões básicas. As condições sanitárias são extremamente preocupantes", assinala o texto.

O diretor da Oxfam no Haiti, Vincent Maurepas, descreveu a cidade de Gonaives como "completamente devastada".

"As ruas estão cheias de pessoas que tentam encontrar um lugar alto e seco para se refugiar", explica.

"Há escassez de alimentos e água potável, e o preço da comida está subindo. O moral das pessoas que ficaram nos albergues, que já é baixo, cai mais ainda quando ficam sabendo que se aproxima outra tempestade", acrescenta, em referência a "Ike", um furacão de categoria três que pode alcançar o norte da ilha neste fim de semana.

A Oxfam Internacional deve distribuir 500 equipamentos de material de cozinha e limpeza e mil garrafões de 19 litros de água potável às famílias afetadas em Gonaives.

Na região oeste, a organização coordena com as autoridades locais da zona metropolitana de Porto Príncipe o apoio a seis albergues que alojam mais de mil pessoas.

No departamento de Nippes, no sul do país, a Oxfam Internacional distribuiu, no fim de semana passado, ajuda a centenas de famílias.

EFE jsm/rr

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