Oviedo diz que uma mulher e um ex-bispo não o impedirão de ser presidente

Assunção, 16 abr (EFE).- O ex-general Lino Oviedo, candidato à Presidência do Paraguai, assegurou hoje que uma mulher (Blanca Ovelar) e alguém que usou vestimenta, em alusão ao ex-bispo e também candidato Fernando Lugo, não o impedirão de ser presidente.

EFE |

Em discurso em idioma guarani, em Mariano Roque Alonso, a 20 quilômetros de Assunção, Oviedo disse que Ovelar, do Partido Colorado, no poder há 61 anos, e Lugo não poderão impedir, na disputa pela Presidência do país, alguém que está acostumado a exercer a autoridade.

"Agora só ficamos três. Uma com vestido, outro com vestido e calças e um que tem as calças bem postas (expressão que designa em espanhol alguém que está acostumado a exercer o poder"), manifestou Oviedo perante meia centena de pessoas reunidas em um pequeno campo de futebol, aonde chegou de helicóptero.

Mariano Roque Alonso, um município populoso situado próximo do noroeste do aeroporto internacional Silvio Pettirossi, é um dos 15 distritos que Oviedo percorrerá antes do fechamento da campanha, que está previsto para amanhã.

Segundo as pesquisas, Lugo mantinha uma vantagem de pelo menos seis pontos sobre Ovelar e Oviedo, que se alternavam no segundo e terceiro lugar.

O ex-bispo de São Pedro, centro do país, tem o apóio da Aliança Patriótica para a Mudança (APC), formada por uma coalizão liderada pelo Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), segunda força eleitoral do país, e grupos sociais e de esquerda.

Por sua parte, Oviedo lidera a União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), criada pelo ex-chefe do Exército à margem do Partido Colorado.

Em seu discurso, o candidato disse que governará com "disciplina e ordem" e assegurou que tem soluções para os desempregados e os marginalizados na educação e na saúde.

"Eu lhes direi a solução e como vou realizar o que prometo", afirmou, declarando-se aos presentes, em sua maioria crianças e mulheres, como "médico dos problemas do povo paraguaio".

Nesse sentido, o candidato presidencial realizou um "diagnóstico" dos problemas de seu país, enquanto criticava duramente Lugo, Ovelar e o chefe de Estado, Nicanor Duarte, que apadrinha a candidatura de sua ex-ministra da Educação.

Suas críticas também atingiram o ex-presidente Juan Carlos Wasmosy (1993-1998), que chefiava o país quando o candidato foi condenado a dez anos de prisão por uma tentativa de golpe, em 1996, o que impediu sua candidatura presidencial oficial.

Oviedo, que naquela ocasião foi substituído por seu companheiro de chapa, Raúl Cubas, recuperou seus direitos civis após ser liberado em setembro do ano passado e beneficiado com a absolvição da pena por parte do Tribunal Supremo. EFE lb/fb

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