Oviedo diz que não quer as idéias de Chávez e Morales em seu país

Assunção, 18 abr (EFE).- O general reformado Lino Oviedo, candidato à Presidência do Paraguai, disse hoje que, embora respeite os Governos da Bolívia e da Venezuela, não quer que suas idéias sejam implantadas nesse país.

EFE |

O candidato fez essa observação ao vincular seu rival Fernando Lugo com esses governos.

"A linha de Lugo, todo o país, toda América do Sul conhece, é da linha de (Hugo) Chávez", disse Oviedo, em entrevista coletiva com meios de imprensa estrangeiros oferecida em sua casa em Assunção.

Em resposta a uma pergunta de uma jornalista brasileira, Oviedo disse em português que o presidente da Venezuela tornou possível "com seu dinheiro" que "Evo (Morales) chegasse à Presidência na Bolívia".

"Até hoje utiliza dois helicópteros da Força Bolivariana da Venezuela", afirmou o candidato em referência a Morales.

O ex-militar paraguaio, de acordo com as últimas pesquisas de intenções de voto, se alterna no segundo lugar com a ex-ministra da Educação, Blanca Ovelar, candidata do Partido Colorado, que governa o Paraguai há 61 anos.

Oviedo, que ficou habilitado para competir eleitoralmente após ser absolvido de uma condenação de dez anos de prisão por uma tentativa de golpe de Estado em 1996, assinalou que respeita a política dos Governos da Bolívia e da Venezuela, mas destacou que não deseja que essas ideologias ingressem em seu país.

"O Paraguai é um país soberano como o Brasil, ordem e progresso", declarou o ex-militar.

Também disse, como fez previamente o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, que Lugo é apoiado pelo governador do estado brasileiro do Paraná, Roberto Requião, quem, segundo Oviedo, pretende chegar à Presidência do Brasil com o apoio de Chávez.

Falando sobre o que o diferencia da candidata do governo, o general reformado enfatizou: "eu fui escolhido pelo meu partido, Blanca (Ovelar) foi escolhida por Duarte".

O candidato afirmou, além disso, que a candidata "não tem peso nem trajetória política (...), é quase desconhecida".

Outros candidatos presidenciais são: Pedro Fadul, do Partido Pátria Querida (PPQ), segunda força de oposição; Horacio Galeano Perrone, do Movimento Tetã Pyahu (MTP, Pátria Nova, em português), e Julio López, do Partido dos Trabalhadores (PT). EFE rg/fb

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