Outros dois dissidentes fazem greve de fome, diz oposição cubana

Havana, 30 mar (EFE).- Além de Guillermo Fariñas, outros dois dissidentes cubanos estão em greve de fome, um deles na prisão, disse hoje o porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), Elizardo Sánchez.

EFE |

Sánchez divulgou um comunicado em Havana no qual afirma que o opositor Franklin Pelegrino completa hoje 30 dias de jejum em sua casa na província de Holguín (leste), enquanto o dissidente preso Darsi Ferrer se declarou em greve de fome há 10 dias.

O psicólogo e jornalista independente Guillermo Fariñas está há mais de um mês em jejum para pedir ao Governo cubano a libertação de 26 opositores doentes.

De acordo com a CCDHRN, Pelegrino é "um defensor de direitos humanos" que "completa nesta terça-feira 30 dias em greve de fome, em seu domicílio, para apoiar a reivindicação de Fariñas".

No caso de Ferrer, a comissão aponta que foi "recentemente adotado como prisioneiro de consciência pela Anistia Internacional" e se declarou em greve de fome no dia 20 de março na prisão de Valle Grande, em Havana.

Segundo a CCDHRN, o protesto de Ferrer se deve ao fato de estar preso sem julgamento ou acusações formais desde 21 de julho de 2009 e de não receber a assistência médica necessária.

A CCDHRN ressalta que "não apoia em nenhum contexto" a realização de greves de fome e aponta que o Governo cubano "está em plena capacidade" de evitar "novas mortes de grevistas ou prisioneiros muito doentes".

Para a comissão, o Governo cubano "deveria escutar, mesmo que seja uma vez em mais de 50 anos, os múltiplos pedidos de diversos Governos, Parlamentos, altos dignatários e ONGs para que ponha em liberdade os prisioneiros de consciência mais doentes e, em geral, a todos os presos por motivos políticos", acrescenta. EFE arj/bba

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