Outras personalidades que buscaram refúgio em embaixadas

Manuel Zelaya, presidente de Honduras expulso do país após um golpe de Estado no dia 28 de junho, está refugiado desde segunda-feira na embaixada de Brasil, após ter regressado clandestinamente a Tegucigalpa.

AFP |

Estas são algumas das personalidades que se refugiaram em embaixadas, algumas delas durante vários anos.

- O político peruano Victor Raúl Haya de la Torre, fundador do partido social-democrata APRA, perseguido pela ditadura militar do general Manuel Odría, se refugia na embaixada da Colômbia em 1949. Permanece cinco anos, até 1954, quando obtém um salvo-conduco para sair do Peru.

- Durante a insurreição de 1956 na Hungria, o cardeal Jozsef Mindszenty se refugia na embaixada dos Estados Unidos em Budapeste, após a intervenção soviética. O religioso deixa a sede diplomática americana em 1971 e viaja para Viena.

- Em agosto de 1986, o dissidente cubano Ricardo Bofill se refugia na embaixada da França em Havana, de onde saiu voluntariamente em janeiro de 1987.

- Em junho de 1989, durante a Primavera de Pequim, o físico chinês Fang Lizhi, figura emblemática da dissidência, se refugia na embaixada dos Estados Unidos em Pequim para evitar sua prisão. Um ano depois, consegue sair da China e viajar para o Reino Unido, de onde segue depois para os Estados Unidos.

- Em 20 de dezembro de 1989, o presidente do Panamá Manuel Antonio Noriega é derrubado por uma intervenção militar americana. Noriega se refugia na sede da Nunciatura Apostólica da capital panamenha. Em 3 de janeiro de 1990, se entrega às tropas dos Estados Unidos.

- Em outubro de 1990, o general libanês Michel Aun, chefe de um governo de militares cristãos, foi expulso do palácio presidencial por uma ofensiva sírio-libanesa. Se refugia por 10 meses na embaixada da França em Beirute, mas depois é obrigado a se exilar na França, onde permanece por 15 anos.

- Em abril de 1992, o presidente afegão Mohamed Najibulah, destituído pelos mujahedines, busca refúgio nas instalações das Nações Unidas em Cabul. Após a tomada da capital pelos talibãs em setembro de 1996, o ex "homem de Moscou" é sequestrado pela milícia islâmica e enforcado em um farol da cidade.

- Em julho de 1996, o presidente do Burundi, Sylvestre Ntibantunganya, da etnia hutu, se refugia na residência do embaixador dos Estados Unidos em Bujumbura, três dias antes de ser deposto por um golpe de Estado do exército, de maioria tutsi. Deixa as dependências diplomáticas em junho de 1997.

- Em janeiro de 1999, o chefe da rebelião curda da Turquia, Abdulah Ocalan, se refugia na embaixada da Grécia em Nairóbi. Em 15 de fevereiro, é detido na estrada do aeroporto de Nairóbi por agentes turcos. Julgado na Turquia, é condenado à morte, pena comutada por prisão perpétua após a abolição da pena capital.

- En maio de 1999, o presidente da Guiné Bissau, João Bernardo Vieira, se refugia na embaixada de Portugal em Bissau após ter sido derrubado por una junta militar. É autorizado a deixar o país depois de um mês.

- Em setembro de 2002, durante uma rebelião militar na Costa do Marfim, o ex-primeiro-ministro e principal membro da oposição ao presidente Laurent Gbagbo, Alassane Ouattara, se refugia na residência do embaixador da França em Abidjan após ter se escondido primeiro na casa do embaixador da Alemanha. No final de novembro, deixa o país rumo ao Gabão, e de lá para a França.

Durante un golpe de Estado em 1999, o presidente deposto Henri Konan Bedié havia se refugiado na embaixada da França em Abidjan antes de viajar para Paris.

- Em junho de 2008, o chefe da oposição zimbabuana Morgan Tsvangirai se refugia durante uma semana na embaixada da Holanda em Harare, após ter desistido de participar do segundo turno das eleições presidenciais.

doc-fm/ap

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