Ouattara encerra negociações e exige partida de Gbagbo

Declaração de líder reconhecido por comunidade internacional é feita após encontro com quatro emissários africanos

AFP |

Alassane Ouattara, reconhecido no exterior como presidente eleito da Costa do Marfim, declarou na segunda-feira que "as negociações terminaram" e "(Laurent) Gbagbo deve deixar o poder", após conversar com quatro emissários africanos.

"Para nós, as negociações terminaram", declarou à imprensa Ouattara, após duas horas de discussões com os emissários da União Africana (UA) e da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Cedeao).

Esses emissários "voltarão a ver Gbagbo para dizer a ele que deve reconhecer os resultados da Comissão eleitoral independente (CEI) certificados (pela ONU); que sou o presidente eleito, o presidente legítimo da Costa do Marfim; e deve deixar o poder o mais rápido possível", acrescentou.

Outtara, que está abrigado no "Golf Hotel" de Abidjan com seu governo, rejeitou a instalação de um "comitê de avaliação" da crise pós-eleitoral, proposta por seu adversário. Os mediadores africanos, que chegaram na segunda-feira a Abidjan para tentar fazer Gbagbo deixar a presidência da Costa do Marfim, qualificaram de "útil" seu encontro com o presidente em exercício, antes de se reunir com Ouatarra.

"Foi útil", disse o primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, mediador da União Africana (UA), após conversar com Gbagbo. "Voltaremos", afirmou, por sua vez, o chefe de Estado de Benim, Boni Yayi, que, juntamente com os também presidentes Ernest Koroma, de Serra Leoa, e Pedro Pires, de Cabo Verde, representam a Cedeao.

Koroma limitou-se a dizer que "nessa altura, só podemos dizer que as discussões prosseguem". Na noite de segunda, os emissários abandonaram Abidjan e nesta terça-feira estarão em Abuja para relatar sua missão ao presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, atual presidente da Cedeao.

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