Otawa contabiliza 1.415 canadenses desaparecidos no Haiti

Toronto (Canadá), 15 jan (EFE).- O Governo do Canadá disse hoje que 1.

EFE |

415 canadenses estão desaparecidos no Haiti, devastado por um terremoto na terça-feira.

Segundo o ministro de Assuntos Exteriores do país, Lawrence Cannon, quatro canadenses morreram em solo haitiano, entre eles um agente da Polícia Montada.

Ottawa calcula que aproximadamente 6.000 canadenses estavam no Haiti na hora do terremoto, embora só 700 estivesse registrados na embaixada canadense em Porto Príncipe.

Ao todo, 272 canadenses foram evacuados do Haiti por aviões militares e já se encontram no Canadá. Outros 50 encontraram abrigo na embaixada do país na capital haitiana.

O ministro da Defesa do Canadá, Peter MacKay, disse, por sua vez, que está programado para hoje o envio de quatro aviões com ajuda humanitária e pessoal militar e policial para ajudar nos trabalhos de resgate.

MacKay disse que, a cada dia, Ottawa planeja enviar dois aviões de carga C17, um dos maiores do mundo, à nação centro-americana.

Canadá também mandou dois navios de guerra com equipamentos e ajuda humanitária. A previsão é que as embarcações cheguem a Porto Príncipe no começo da próxima semana.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil". EFE jcr/sc

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