Otan se unirá a entidades internacionais para resolver pirataria na Somália

Bruxelas, 19 nov (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) está no princípio de uma reflexão juntamente com outras organizações internacionais para buscar soluções para o problema da segurança marítima global, afirmou hoje o presidente da Comissão Militar da aliança, almirante Giampaolo Di Paola.

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"Ninguém pode fugir do fato de que 80% a 90% do comércio mundial é feito pelo mar, inclusive o de energia, e com a emergência do problema da pirataria na Somália, há uma consciência crescente sobre o problema. Só estamos no princípio da reflexão", disse Di Paola em entrevista coletiva.

A pirataria, que recrudesceu nas últimas horas no Oceano Índico, foi discutida hoje pela Comissão Militar, principal órgão militar da Otan, formado pelos chefes de Estado-Maior dos 26 países-membros da aliança.

Também participaram da reunião representantes militares da União Européia (UE), encarregados da missão naval que previsivelmente será desdobrada em meados de dezembro na costa da Somália, quando termina o prazo da missão da Otan.

Apesar do desdobramento europeu, há um debate dentro da aliança militar sobre a possível continuação de sua missão, explicou ontem o porta-voz do organismo, James Appathurai.

A operação aliada está dividida em duas partes: uma consiste em escoltar os navios do Programa Mundial de Alimentos (PAM) da ONU e a outra é uma patrulha de dissuasão, mas nenhuma das embarcações tem a atribuição de trabalhar no resgate de navios já seqüestrados.

Os quatro navios aliados são de nacionalidade italiana, grega, turca e britânica.

A primeira missão naval da UE será incumbida de "dissuadir, prevenir e reprimir" a pirataria na costa da Somália.

Apesar dos esforços da comunidade internacional, os piratas somalis conseguiram seqüestrar quatro navios nos últimos dias, em lugares cada vez mais afastados de seus esconderijos na costa de Puntlândia, no norte da Somália.

O primeiro deles, no sábado passado, foi o petroleiro saudita "Sirius Star", a maior embarcação capturada pelos corsários desde que iniciaram suas atividades criminosas. EFE met/wr/ma

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