Otan retoma relações com a Rússia e se aproxima de Ucrânia e Geórgia

A Otan concordou nesta terça-feira em Bruxelas em retomar de forma condicional e progressiva seus contatos com a Rússia, suspensos desde agosto devido à crise na Geórgia, ao mesmo tempo em que aprofundará sua cooperação com Ucrânia e Geórgia.

AFP |

"Os aliados concordaram em retomar progressivamente e sob certas condições as relações com a Rússia", declarou o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, ao término de uma reunião de chanceleres da Otan, em Bruxelas.

A Aliança Atlântica quer realizar em breve "uma reunião informal do Conselho Otan-Rússia a nível de embaixadores, com o objetivo de retomar o contato e discutir tanto questões nas quais estamos de acordo e quanto pontos nos quais discordamos", indicou.

"Isso não significa que de repente entraremos num acordo com os russos sobre o uso desproporcional da força" contra a Geórgia ou sobre o reconhecimento da Abkházia e da Ossétia do Sul", destacou Schefer.

Neste sentido, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que a intenção é "não isolar a Rússia".

"Não acredito que seja uma volta à normalidade" nas relações Otan-Rússia, ponderou Condoleezza, referindo-se ao clima de ruptura que se instalou depois do conflito na região separatista georgiana da Ossétia do Sul, quando tropas russas invadoram a Geórgia.

Na esteira de seu encontro em Bruxelas, os chanceleres também chegaram a um acordo para aprofundar a cooperação da organização com as ex-repúblicas soviéticas Ucrânia e Geórgia, reforçando duas comissões bilaterais cuja missão é implementar as reformas para a adesão dos dois países à Otan, indicou Scheffer.

"Vamor reforçar a Comissão Otan-Ucrânia e a Comissão Otan-Geórgia", disse o secretário-geral, explicando que a decisão não modifica o andamento do processo de obtenção do MAP (plano de ação para a adesão), necessário para o ingresso na Aliança.

A decisão foi tomada após duras negociações, das quais participaram também Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha. Os alemães acreditavam que uma cooperação reforçada com Tbilisi e Kiev tivesse o objetivo de descartar o MAP e acelerar o processo de adesão.

pm-mar/ap

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