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Otan quer achar soluções para área tribal do Paquistão

Cabul, 24 jul (EFE) - O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jaap de Hoop Scheffer, que chegou hoje de visita a Cabul, apostou em encontrar soluções ao auge da insurgência islâmica na região tribal paquistanesa.

EFE |

Em entrevista coletiva no palácio presidencial afegão, De Hoop Scheffer apontou a região como o grande "desafio" ao qual a comunidade internacional tem que fazer frente e insistiu em que a situação na fronteira do Paquistão com o Afeganistão não é "aceitável" para a Otan.

"O Paquistão é parte deste processo e a comunidade internacional também", acrescentou.

O secretário-geral da Otan lembrou que soldados da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), sob comando da Aliança Atlântica, morrem no Afeganistão assassinados por insurgentes "procedentes do outro lado da fronteira".

De Hoop Scheffer incentivou o Governo paquistanês a lutar contra os fundamentalistas em seu próprio terreno, embora tenha insistido em que toda a comunidade internacional deve colaborar para achar uma solução à questão da fronteira.

No entanto, o chefe da Otan esclareceu que as tropas da Isaf não têm a intenção de combater os insurgentes em solo paquistanês, já que a missão da Otan se limita a território afegão.

De Hoop Scheffer fez as declarações depois de se reunir com o presidente afegão, Hamid Karzai, também presente na entrevista coletiva .

Karzai se referiu à vontade do Governo paquistanês de dialogar com os insurgentes que deponham as armas, algo que já tinha censurado em várias ocasiões e que inclusive o levou a assegurar que o Exército afegão atacaria os líderes talibãs no Paquistão se fosse necessário.

"Se as negociações forem realmente para a paz, são aceitáveis", disse Karzai, que destacou que, caso "mãos escondidas enviem terroristas ao Afeganistão", não são aceitáveis.

"Tem que ficar claro que o diálogo é só para a paz, não para a guerra em outro país", ressaltou.

Embora o Executivo paquistanês que venceu as eleições de fevereiro defenda o diálogo, realizou algumas operações no noroeste para atacar os fundamentalistas, e a violência continua nas áreas tribais, apesar da assinatura de alguns acordos com líderes insurgentes. EFE nh/db

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