A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) prometeu, nesta sexta-feira, investigar um ataque aéreo realizado pela aliança que explodiu dois caminhões-tanque que haviam sido sequestrados pelo Talebã e mataram até 90 pessoas, entre elas, vários civis. Vítimas civis causadas pela Isaf (a força de manutenção de paz liderada pela Otan), diminuíram em 95% em relação ao ano passado.

Mas, como sabemos, em conflitos, acidentes podem ocorrer. Neste caso, vamos ver o que a investigação conclui", disse o comandante da Otan, Anders Fogh Rasmussen.

Segundo ele, muitos militantes do Talebã morreram no ataque.

Rassmussen lamentou "toda vida perdida desnecessariamente".

Reações
O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que "obviamente, toda vez que ocorre a perda de uma vida em um conflito como esse, especialmente de civis, nos preocupa bastante".

O incidente foi criticado também pelo presidente afegão, Hamid Karzai. Ele prometeu uma investigação própria sobre o ataque aéreo e disse que a morte de civis seria "inaceitável".

O número de pessoas que morreram no ataque não está claro, mas estimativas indicam que o total pode variar entre 56 e 90 mortos.

O ataque
O ataque ocorreu na estrada principal que leva a Baghlan, na província de Kunduz.

Um representante do Talebã confirmou à BBC que membros do grupo haviam roubado dois caminhões de combustível na noite de quinta-feira, mas que acabaram sem poder avançar pela estrada.

Os militantes então decidiram esvaziar os cargueiros e os moradores da região se aglomeraram para tentar recolher parte do combustível.

Foi neste momento que o ataque aéreo atingiu os caminhões, provocando uma grande explosão.

Um dos motoristas da Otan disse que dois de seus colegas haviam sido decapitados pelos membros do Talebã quando os veículos foram sequestrados.

Em Cabul, um porta-voz da Isaf informou à BBC que seus membros haviam detectado os dois veículos às margens do rio Kunduz e que então ordenaram o ataque.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.