Otan precisa de mais coordenação no Afeganistão, diz Obama

Por Ross Colvin WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, sugeriu na quarta-feira que a sua tão aguardada revisão da política para o Afeganistão vai enfatizar uma melhor coordenação com outros membros da Otan no combate à insurgência.

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Analistas dizem que a estrutura de comando e controle da Otan no Afeganistão é pesada, pois foi pensada para maximizar a representação da coalizão - há cerca de 40 países envolvidos na missão - em vez de priorizar a eficácia militar.

"Estamos confiantes de que podemos criar um processo no qual a Otan, que já é forte, se torne mais forte, onde possamos nos tornar mais efetivos na coordenação dos nossos esforços no Afeganistão", disse Obama a jornalistas.

Uma fonte oficial dos EUA disse na terça-feira que Obama anunciaria os resultados da sua revisão sobre o Afeganistão na sexta-feira. Outras fontes disseram que o presidente ainda não tomou qualquer decisão.

Obama falou após conversas na Casa Branca com o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, a respeito da cúpula que marcará os 60 anos da aliança militar ocidental, no mês que vem, na França e Alemanha.

Scheffer disse que a Otan aguarda a revisão da política norte-americana para o Afeganistão, onde as tropas estrangeiras tentam conter a insurgência do Taliban.

"No Afeganistão ainda há grandes desafios. Muitas coisas vão bem, mas muitas coisas ainda não estão indo bem", disse Scheffer.

Obama defende uma nova estratégia multifacetada para o Afeganistão, de modo a impedir que o país se torne um trampolim para ataques do grupo islâmico Al Qaeda nos EUA.

Embora alguns detalhes da estratégia proposta - a ser apresentada à Otan na cúpula dos dias 3 e 4 de abril - já tenham vazado, Obama tem sido muito discreto sobre o que dirá, e descreveu na terça-feira o trabalho como ainda em andamento.

Em suas declarações após a reunião com Scheffer, porém, Obama citou várias vezes a necessidade de uma melhor coordenação entre os aliados da Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão, o nome oficial da missão da Otan).

"Acreditamos que seremos capazes de garantir que os membros da Otan que fizeram tantos sacrifícios e trabalharam tão duro já estejam revigorados", disse Obama, acrescentando que uma melhor coordenação será essencial para a missão.

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