Otan pede mais flexibilidade para tropas e mais aeronaves para Afeganistão

Viena, 2 jul (EFE).- O comandante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para a Europa, o general americano John Craddock, disse hoje que a Aliança precisa de maior flexibilidade em suas tropas, assim como de mais aeronaves no Afeganistão para enfrentar a insurgência talibã.

EFE |

Craddock, que participa da conferência da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (Osce), em Viena, disse aos jornalistas que são necessários helicópteros, aviões espiões não-tripulados e outros meios aéreos para melhorar a mobilidade das forças internacionais.

O general não quis entrar em detalhes sobre o número de aparelhos adicionais necessários para transferir as tropas, mas disse que se trataria de um aumento "substancial". Segundo ele, a Otan precisou alugar helicópteros por não contar com uma quantidade suficiente.

"Gostaríamos de ver um aumento das contribuições", explicou, antes de ressaltar que preferia não se concentrar "tanto em números, mas na capacitação".

"É mais importante ter um aumento na capacidade de transporte com helicópteros do que dois batalhões de infantaria", afirmou.

Além disso, Craddock criticou as limitações das tropas internacionais, tanto relativas a espaço (contingentes destacados apenas em determinados territórios) quanto funcionais (tropas que não podem realizar certo tipo de operações).

"Isto limita a flexibilidade das tropas", disse Craddock, que quer "ver uma redução" ou mesmo uma completa eliminação dessas restrições.

Craddock também atribuiu uma maior atividade insurgente em alguns distritos do sul do Afeganistão a "uma perda de controle da fronteira do lado paquistanês".

"É essencial que isto seja retomado pelo Exército e Governo do Paquistão", afirmou.

O militar afirmou que a luta contra a insurgência no Afeganistão não será solucionada só com meios militares, mas deve ser decidida com os trabalhos de reconstrução e desenvolvimento do país.

A Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf), comandada pela Otan, conta com cerca de 34 mil soldados de 37 países. EFE ll/ev/gs

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