Otan pede mais 10.000 homens no Afeganistão para eleições presidenciais

A Otan precisa de mais 10.000 homens no Afeganistão para acompanhar as eleições presidenciais este ano, afirmou nesta segunda-feira o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jaap de Hoop Scheffer, que discursou no Parlamento belga.

AFP |

"As eleições exigem um esforço extra", indicou Hoop de Scheffer, defendendo um reforço de "10.000 homens durante quatro meses" perante a comissão das Relações Exteriores e Defensa do Senado e da Câmara belgas.

Embora a data das eleições afegãs ainda não tenha sido confirmada, o atual presidente, Hamid Karzai, de 52 anos - no poder há sete anos -, é o favorito, apesar de críticas recentes feitas por Hoop Scheffer devido à ineficiência de seu governo no combate à corrupção e ao tráfico de drogas.

A Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), que atua no Afeganistão coordenada pela Otan, conta atualmente com 52.000 homens.

A demanda por reforços temporários do secretário-geral não tem relação com a intenção dos EUA de enviar, ainda este ano, entre 20.000 e 30.000 soldados a mais para reforçar o contingente de 32.000 militares americanos que já estão no Afeganistão.

Durante a campanha eleitoral, Barck Obama - que toma posse na terça-feira - anunciou uma mudança de prioridade na agenda militar americana, com a retirada gradual de tropas do Iraque e o envio de reforços ao Afeganistão, país que classificou como sua principal "frente da guerra contra o terrorismo".

pm/ap

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