Otan não deve aumentar status de Geórgia e Ucrânia

Bruxelas, 2 dez (EFE).- Os ministros de Relações Exteriores da Organização Tratado do Atlântico Norte (Otan) descartarão novamente hoje acelerar o ingresso da Geórgia e da Ucrânia através do Plano de Ação para a Adesão (MAP), apesar da insistência dos EUA nas últimas semanas.

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A Otan não superou suas diferenças desde a cúpula de abril, em Bucareste, quando os EUA, os países bálticos, Polônia e República Tcheca defenderam sem sucesso que as duas repúblicas do Cáucaso dessem mais um passo rumo a sua adesão, possibilidade temida pela Rússia.

Alemanha, França, Itália e Espanha, entre outros, acham que Geórgia e Ucrânia seguem sem estar preparadas para avançar rumo à Otan, sobretudo após a guerra relâmpago de agosto que desembocou na separação da Abkházia e da Ossétia do Sul.

O ministro de Relações Exteriores britânico, David Miliband, afirmou à imprensa antes de começar a reunião ministerial em Bruxelas, que "a mensagem foi clara em Bucareste sobre a eventual entrada" das duas repúblicas, às quais se prometeu que algum dia serão membros da Otan.

Ele disse, porém, que "a discussão hoje não é o MAP", embora este fosse o calendário que os chefes de estado estabeleceram na Romênia, quando se referiram à reunião que começa hoje como o momento de analisar a concessão deste status à Geórgia e à Ucrânia.

A reunião ministerial de dois dias, a última à qual assistirá a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, ainda deve mostrar algum avanço na recuperação do diálogo com Moscou, após o conflito da Rússia com a Geórgia em agosto, e fará uma avaliação da situação no Afeganistão e da pirataria nas águas do litoral da Somália. EFE met/jp

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