Otan inicia missão antipiratas na Somália no fim de março

BRUXELAS (Reuters) - A Otan mobilizará no fim do mês cinco navios para uma nova operação de combate aos piratas na costa da Somália, anunciou a aliança militar nesta sexta-feira. A operação Protetor Aliado irá envolver embarcações militares de Portugal, Canadá, Holanda, Espanha e Estados Unidos. O comando será do contra-almirante português José Pereira da Cunha, e a supervisão ficará a cargo do almirante britânico sir Mark Stanhope, em um centro de comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte em Northwood, na Inglaterra.

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"Em conjunção com outras nações e organizações internacionais, visamos a ampliar a segurança das rotas marítimas comerciais vitais para a economia global", disse Stanhope em nota.

Uma onda de pirataria na costa somali, numa das rotas marítimas mais movimentadas do mundo, tem causado preocupação internacional. Navios militares de todo o mundo foram enviados à região para tentar impedir os sequestros navais.

Os piratas, que normalmente agem em pequenos grupos a bordo de lanchas, já obtiveram milhões de dólares com o pagamento de resgates de variadas embarcações -- desde traineiras de pesca até um megapetroleiro saudita.

A Otan já fizera uma missão semelhante no ano passado. Uma primeira fase será realizada enquanto a força se dirige para o que será o primeiro deslocamento da história da Otan para o Sudeste Asiático. A segunda, no final de junho, ocorrerá quando do retorno da frota à Europa.

Na Ásia, o grupo fará escalas em Karachi (Paquistão) e Cingapura, além de Perth (Austrália).

A União Europeia, que tem vários membros como integrantes da Otan, lançou patrulhas contra a pirataria na costa da Somália em dezembro. A presidência do bloco disse, após uma reunião de ministros europeus na quinta-feira em Praga, que é possível que haja um prolongamento da missão de um ano.

(Reportagem de David Brunnstrom)

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