Otan exige reformas políticas e militares para inclusão de Ucrânia e Geórgia

Bruxelas, 2 dez (EFE).- O holandês Jaap de Hoop Scheffer, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), advertiu que Geórgia e Ucrânia devem se comprometer a cumprir as reformas políticas e militares que lhes foram exigidas para fazer parte da aliança.

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Em seu discurso de abertura na reunião de ministros de Assuntos Exteriores dos países-membros da Otan, em Bruxelas, De Hoop Scheffer explicou que os dois países passarão pela primeira avaliação desde que pediram para fazer parte da organização, em abril.

A maioria dos países europeus alega que os dois países devem cumprir as reformas econômicas, políticas e militares exigidas pelo Plano de Ação para a Adesão (MAP), primeira etapa para a adesão plena na organização.

"Ser membro da Otan implica não só privilégios, mas também obrigações importantes", disse hoje De Hoop Scheffer. Amanhã, ele se reunirá com os ministros de Assuntos Exteriores das duas repúblicas ex-soviéticas: Eka Tkeshelashvili, da Geórgia, e Vladimir Ogrizko, da Ucrânia.

No caso da Geórgia, o acontecimento mais relevante foi a guerra-relâmpago travada com a Rússia em agosto - conflito no qual Tbilisi teve uma grande responsabilidade, segundo alguns países da aliança.

Outro dos grandes assuntos de discussão serão as relações com a Rússia, congeladas durante o conflito do Cáucaso.

"Decidimos que não podíamos seguir da mesma forma e que devíamos revisar seriamente nossa relação. Hoje continuaremos este processo e discutiremos os parâmetros de nosso compromisso com a Rússia", disse De Hoop Scheffer.

Além disso, os ministros analisarão o problema do ataques piratas na Somália e as operações no Afeganistão e Kosovo. EFE met/dp

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