Otan evitar confirmar morte de civis em bombardeio no Afeganistão

Bruxelas, 4 set (EFE).- O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, disse hoje que ainda não está claro se houve vítimas civis no bombardeio aéreo ocorrido na madrugada desta sexta-feira (hora local) na província afegã de Kunduz.

EFE |

"Houve um ataque aéreo da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) contra os talibãs durante a noite. Um número de talibãs morreu e existe a possibilidade de civis também terem morrido. Mas isso ainda não está claro", declarou Rasmussen na sede da Otan, onde também anunciou uma investigação sobre o ocorrido.

Segundo o governador da província de Kunduz, no norte do Afeganistão, pelo menos 45 civis e 45 rebeldes morreram no ataque, lançado enquanto talibãs distribuíam à população o combustível de um caminhão que haviam roubado horas antes.

O secretário-geral da Otan disse que uma equipe liderada por um almirante do quartel-general da Isaf foi enviada ao local do bombardeio para "tentar esclarecer o mais rápido possível" o que aconteceu.

Rasmussen acrescentou que o general Stanley McCrystal, comandante-em-chefe da Isaf, já entrou em contato com o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, para explicar a situação.

"O povo afegão deve saber que estamos aqui para protegê-lo e que vamos investigar o acidente", ressaltou.

O dinamarquês afirmou ainda que, entre 2008 e este ano, a Isaf conseguiu reduzir em 95% o número de vítimas no país. Por isso, até aqui, considera a missão "muito bem-sucedida".

Ainda assim, Rasmussen reconheceu que "podem acontecer erros em conflitos como este". EFE rcf/id/sc

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