Otan estuda apoiar operações contra a pirataria militarmente

Bruxelas, 3 out (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estuda a possibilidade de participar das operações internacionais de luta contra a pirataria nas águas da Somália, confirmou hoje à Agência Efe o porta-voz da Aliança, James Appathurai.

EFE |

"Há discussões em andamento na Otan sobre a possibilidade de fornecer algum tipo de apoio militar para os esforços internacionais de luta contra a pirataria na Somália, mas ainda não foi tomada decisão alguma", afirmou.

Segundo ele, esta reflexão é anterior ao Conselho informal de Defesa de Deauville (França), no qual os 27 países da União Européia (UE) decidiram lançar uma missão comum em águas do Golfo de Áden e que pedirão ajuda para a mesma à Aliança e aos Estados Unidos.

Appathurai disse que qualquer decisão adotada pela Otan sobre o assunto será tomada "em coordenação com a União Européia".

Nos últimos dois meses cerca de vinte navios foram seqüestrados no Chifre da África, onde ao longo do ano atual pelo menos 55 embarcações caíram em poder de piratas fortemente armados.

Piratas somalis capturaram há uma semana o cargueiro ucraniano Faina, que tem cerca de 30 tanques T-72 a bordo, quando o mesmo se dirigia para Mombasa (Quênia), o que fez com que a Somália tenha anunciado que permitirá aos navios russos perseguir em seu território os piratas que atemorizam os navios que passam pelas águas do Chifre da África. EFE met/fal

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