Otan está disposta a enviar até 5 mil soldados a mais ao Afeganistão

ESTRASBURGO - Os membros da Otan estão dispostos a enviar até 5 mil soldados a mais ao Afeganistão, afirmou neste sábado a Casa Branca ao término da cúpula da aliança do atlântico norte em Estrasburgo, na França.

Redação com agências internacionais |

O porta-voz do presidente americano Barack Obama, Robert Gibbs, declarou à imprensa que 3 mil soldados seriam enviados para as eleições previstas este ano. Além disso, segundo o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, 450 soldados serão espanhóis.

De 1.400 a 2.000 outros militares seriam enviados ao Afeganistão para formar 70 equipes de instrutores do Exército nacional afegão (ANA) com entre 20 e 40 membros cada, indicou o porta-voz da Casa Branca.

Ele também anunciou que a cúpula de Estrasburgo decidiu criar uma missão aliada para melhorar o treinamento das forças do ANA e da polícia afegã. Segundo um comunicado, várias nações se comprometeram a contribuir no envio de mais de 300 instrutores destinados à formação da polícia.

A aliança decidiu também, na cúpula de seu 60º aniversário, de apoiar um fundo de apoio ao ANA, com mais de 100 milhões de dólares.

Apoio a Obama

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, disse que os aliados estão unidos no apoio à estratégia defendida por Obama, que tem por base uma abordagem regional para o Afeganistão, com a intensificação de esforços civis e treinamento de forças de segurança.


O presidente Barack Obama durante a reunião / EFE Marijan Murat

Scheffer afirmou que mais de dez países anunciaram novas contribuições. "Vamos apoiar as eleições, vamos melhorar o treinamento dos soldados afegãos", disse ele em uma coletiva de imprensa.

"Muitos aliados encararam a situação esta manhã e os resultados concretos desta cúpula são muito, muito bons de fato."

Obama, que busca usar sua popularidade na Europa para arrancar concessões de aliados, disse estar agradecido pelo comprometimento e que foi dado "um substancial passo adiante".

Mas ele acrescentou: "Vamos precisar de mais recursos e um esforço sustentado para alcançar nossas metas finais".

Obama afirmou que os EUA esperam que recursos adicionais sejam destinados ao apoio dessa estratégia, a qual iria, segundo ele, "estabelecer um ponto de referência de honestidade e integridade de propósitos".

"Será muito mais difícil para cada um de nós na Otan evitar ou reduzir as sérias responsabilidades envolvidas na realização de nossa missão", disse ele.

Apesar dos apelos dos EUA, não houve na cúpula oferta de envio de tropas de combate por um longo período, que iriam ajudar a modificar o equilíbrio do que muitos analistas dizem ser uma crescente "americanização" do esforço militar internacional no Afeganistão.

Mais de metade dos cerca de 70.000 soldados que estão no Afeganistão são norte-americanos e este porcentual vai aumentar quando chegarem os milhares de soldados adicionais que Obama enviou para o Afeganistão.

Os líderes europeus têm relutado em mandar mais soldados para uma guerra que é impopular entre seu eleitorado, preferindo direcionar suas energias para a reconstrução e o desenvolvimento do Afeganistão.

(Com AFP e Reuters)

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