Otan espera retomar reuniões com Rússia na próxima semana

Bruxelas, 13 mai (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) espera manter uma reunião com a Rússia na próxima semana em nível de embaixadores e realizar o mais rápido possível um encontro de chanceleres, disse hoje o porta-voz da Aliança Atlântica, James Appathurai.

EFE |

A Rússia anunciou na semana passada que não iria à próxima reunião ministerial com a Otan, prevista para a segunda quinzena de maio, devido à realização de manobras militares na Geórgia e à expulsão de dois diplomatas russos perante a Aliança por suposto vínculo com espionagem.

"Espero que na próxima semana haja uma reunião em nível de embaixadores", assinalou Appathurai em declarações à imprensa.

O porta-voz da Aliança disse ainda que "tem a esperança de realizar uma reunião em nível ministerial o mais rápido possível", e destacou que "já há discussões para encontrar uma data", que poderia ser nas próximas semanas.

A reunião ministerial que a Rússia decidiu não ir significaria um novo passo na recuperação da normalidade nas relações bilaterais, suspensas pelo conflito do ano passado na Geórgia.

No entanto, Moscou considerou que as manobras que a Otan realiza em solo georgiano de 6 de maio a 1º de junho são uma "aberta provocação, que terá consequências negativas".

No último dia 5, pouco antes do início dos exercícios, o chanceler russo, Serguei Lavrov, anunciou que não iria à reunião com diplomatas da Otan e baseou sua decisão tanto nas manobras como na expulsão dos dois diplomatas russos perante a organização.

Já o embaixador russo perante a União Europeia (UE), Vladimir Chizhov, afirmou hoje que os "instigadores" do "movimento puramente político" que provocou a recente expulsão de seu filho da missão perante a Otan, buscavam evitar um reatamento das relações bilaterais.

Em coletiva de imprensa, o diplomata assinalou que a expulsão de seu filho e de outro representante russo perante a Otan no dia seguinte de retomar o Conselho Otan-Rússia, após quase um ano de suspensão pela guerra da Geórgia, "ou foi raro ou cuidadosamente planejado pelos instigadores". EFE rcf/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG