Otan enviará mais tropas ao Afeganistão para acelerar transição de poderes

Bruxelas, 1 abr (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pedirá, em sua cúpula de Bucareste, que será realizada de amanhã até sexta-feira, que seus Estados-membros assumam maiores compromissos no Afeganistão, como parte de uma nova estratégia para acelerar a transição de poderes às forças locais.

EFE |

A previsão é de que menos 11 países anunciem de forma oficial sua intenção de reforçar os contingentes da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), da Otan, e que atualmente conta com 47 mil soldados de quase 40 países, entre eles os 26 que compõem a aliança político-militar.

O desejo dos Estados Unidos e de outros territórios como Reino Unido, Canadá, Holanda e Dinamarca, é o de que novas tropas sejam desdobradas no Afeganistão em auxílio às suas, principalmente no sul. A Isaf estima que 94% das operações militares no país asiático ocorram nessa parte do solo afegão.

Com relação ao envio de novas forças, a França disponibilizará um batalhão de mil soldados, que poderiam ser trasladados ao sul.

Alemanha, Portugal, Bélgica, República Tcheca, Hungria, Polônia, Albânia, Eslováquia e Cingapura prevêem anunciar contribuições mais modestas.

Em todo caso, estas servirão para atenuar em parte o déficit de soldados no Afeganistão, que é calculado em sete mil oficiais, além de meios logísticos e serviços de inteligência.

De forma paralela, durante a cúpula os líderes da Otan devem assumir um compromisso ainda mais extenso e uma maior colaboração civil para pôr fim a uma situação de violência crescente no país asiático.

Estarão presentes na cúpula, entre outros, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; o da Otan, Jaap de Hoop Scheffer; o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, e o da Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), o português José Manuel Durão Barroso.

Junto com o aumento do número de tropas e da colaboração internacional, o trunfo da estratégia geral político-militar no médio prazo que será aprovada pelos chefes de Estado e de Governo em Bucareste será a transição para um papel cada vez mais baseado no apoio material e logístico às forças afegãs.

Um segundo documento explicará ao público os motivos da manutenção da participação da Otan no Afeganistão, com ênfase no progressivo aumento do protagonismo das forças locais ou na importância do trabalho de reconstrução comandado pela ONU.

A aliança político-militar do Atlântico é consciente de que a missão no Afeganistão visa a resultados no longo prazo, e não pretende levar agora a culpa por todos os problemas sofridos pelo país asiático, como o fato de este ser o maior produtor mundial de ópio. EFE met/fr/mh

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