Otan enviará mais 5 mil soldados ao Afeganistão

Os países que formam a aliança militar Otan concordaram em reforçar sua missão no Afeganistão com o envio de cinco mil soldados adicionais ao país antes das eleições gerais de agosto próximo no país. O anúncio foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao final da cúpula de dois dias que terminou neste sábado na cidade francesa de Estrasburgo.

BBC Brasil |

Segundo Obama, do novo contingente, três mil militares permanecerão no país apenas durante as eleições, para garantir a segurança durante esse período, enquanto que o reforço permanente se dedicará a dar formação à polícia nacional e ao exército afegãos.

A decisão foi vista como uma vitória por Obama, que chegou a sua primeira cúpula da Otan pedindo mais contribuição e uma mudança na estratégia adotada pela Otan no Afeganistão.

"Viemos aqui esperando um consenso e estamos gratos por ter conseguido esse consenso. O que foi prometido aqui hoje é significante. Começamos a reunir recursos reais para alcançar esse objetivo (de mudar a estratégia no Afeganistão)", disse o presidente americano em entrevista coletiva.

Momentos antes, o secretário geral da Otan, Jaap de Hoop Schaffer, informou que dez dos 28 países membros do bloco se comprometeram a fazer "contribuições substanciais tanto militares como financeiras e civis".

Nova estratégia
Além dos Estados Unidos, que reforçará seu próprio contingente no país com 21 mil novos efetivos, Grã-Bretanha contribuirá com 900 militares, e Alemanha e Espanha contribuirão com 600 cada, detalhou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

"Esta cúpula foi um êxito. Mobilizaremos as forças necessárias para apoiar as eleições e melhoraremos a formação dos soldados afegãos", avaliou De Hoop Scheffer.

Atualmente, a missão da Otan no Afeganistão conta com 60 mil soldados de 42 países.

Segundo o secretário geral da entidade, Obama também conquistou apoio "forte e unânime" para a nova estratégia que propõe para o Afeganistão, centrada em possíveis negociações com líderes do Talebã considerados moderados e ações coordenadas com o vizinho Paquistão, onde militantes organizam muitos de seus ataques.

O presidente americano argumentou que é importante ajudar o Paquistão a "ser capaz de enfrentar a Al Qaeda em seu território" e a "melhorar as condições de vida de sua população".

Em seu discurso aos demais chefes de Estado ao início do segundo dia de reuniões, a chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu que o plano de Obama é "muito mais harmonizado e completa a visão" de seu governo para a promoção da segurança na região.

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