Otan enfrentará piratas da Somália; barco japonês é libertado

BOSASSO - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) acertou nesta quinta-feira realizar operações conjuntas de combate à pirataria na costa da Somália, disseram autoridades.

Reuters |

No mesmo dia, um navio-tanque japonês capturado por piratas foi liberado depois do pagamento de um resgate de 1,6 milhão de dólares.

Em vista dos apelos crescentes defendendo uma ação incisiva e coordenada contra os criminosos somalis que atacaram várias embarcações neste ano, os países-membros da Otan resolveram enviar sete fragatas para combater os piratas e escoltar navios carregados com material de ajuda, disseram autoridades da aliança militar.

Os piratas vêm atrapalhando o tráfego em uma das rotas marítimas mais movimentadas --e agora mais perigosas-- do mundo, que liga a Europa à Ásia e ao Oriente Médio. Os criminosos obtiveram milhões de dólares em resgates, provocaram um aumento no custo dos seguros e ameaçam as operações de ajuda humanitária.

Segundo autoridades da Otan, as sete fragatas pertencentes a um grupo de embarcações que realizaria em exercício militar no canal de Suez chegariam à costa da Somália dentro de duas semanas em resposta a um apelo feito pelo Programa Mundial de Alimentação (WFP).

A decisão de enviar os navios foi tomada em um encontro realizado em Budapeste pelos ministros da Defesa dos 26 países-membros da Otan, disse James Appathurai, porta-voz da aliança militar.

"A pirataria é um problema grave para a navegação naquela área. E também representa uma ameaça imediata para a vida de moradores da Somália", afirmou. "Mais de 40 por cento dos moradores desse país dependem das doações de comida que chegam ali por navio."

A União Européia (UE) concordou em começar a elaborar planos para criar uma força naval conjunta capaz de entrar em operação no final do ano.

Tripulação em segurança

Os piratas liberaram o navio-tanque de produtos químicos MT Irene, do Japão, e a tripulação dele depois do pagamento de um resgate de 1,6 milhão de dólares, afirmou uma autoridade local na quinta-feira.

A embarcação havia sido tomada por homens armados no dia 21 de agosto enquanto viajava da França para a Índia atravessando o golfo de Áden.

"Os piratas desembarcaram e o navio foi embora. Sua tripulação de 25 integrantes está em segurança", afirmou à Reuters Abdulqadir Muse Yusuf, ministro-assistente da pesca para a região de Puntland (norte da Somália). Não foram divulgados maiores detalhes.

No incidente mais grave dos últimos anos, piratas somalis ainda mantêm sob seu poder um navio ucraniano carregado com tanques de guerra e outras armas.

Na quarta-feira, um homem ligado aos piratas disse que um acordo envolvendo o pagamento de um resgate de 8 milhões de dólares vinha sendo elaborado, o que permitiria a liberação do navio dentro de alguns dias.

O MV Faina e seus 20 tripulantes estão sob o controle dos piratas desde o final de setembro. Sua carga inclui 33 tanques T-72 que deveriam ser entregues no porto queniano de Mombasa.

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