Otan encerra missão contra pirataria na Somália

Bruxelas, 12 dez (EFE) - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deu hoje por encerrada sua missão contra a pirataria na Somália, iniciada para escoltar os navios do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, mas está estudando organizar uma nova, segundo asseguraram fontes da Aliança Atlântica.

EFE |

A decisão sobre um novo dispositivo poderia ser anunciada nos próximos dias, segundos as fontes.

A missão de oito semanas que foi concluída hoje contou com a participação de quatro navios da Itália, da Grécia, do Reino Unido e da Turquia, e permitiu transportar de forma segura 30 mil toneladas de ajuda humanitária, explicou a Otan em comunicado.

A operação, aprovada em outubro, ofereceu proteção aos navios do PMA e desenvolveu atividades de patrulha nas regiões com mais ataques piratas.

Segundo os dados fornecidos hoje pela Otan, durante as oito semanas da missão seus quatro navios percorreram um total de 32 mil milhas e os helicópteros que fizeram parte do dispositivo voaram durante cerca de 150 horas, principalmente em trabalhos de vigilância.

"A decisão de desenvolver esta missão supôs um precedente valioso para nossa Aliança", afirmou na nota o general John Craddock, comandante supremo da Otan para a Europa.

Segundo explicou, "mais de 2 milhões de somalis poderiam sofrer de crise de fome sem a proteção" garantida pela Otan aos navios do PMA, que em várias ocasiões tinham sido alvo de ataques dos piratas.

Por sua vez, o comandante da missão, o italiano Giovanni Gumiero, explicou que "os navios da Otan demonstraram a resolução da Aliança para combater as atividades piratas, intervindo efetivamente durante ataques a navios e evitando vários seqüestros".

A missão Atalanta da UE passa a ser a responsável pelas tarefas de vigilância desenvolvidas até agora pela Otan. EFE mvs/ab/db

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