Otan em contínua ampliação desde sua criação em 1949

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pretende realizar na cúpula que se inicia nesta quarta-feira uma nova ampliação para os países dos Bálcãs, apesar do veto da Grécia que poderá frear a entrada da Macedônia, enquanto persistem as divisões sobre a adesão da Ucrânia e da Géorgia, rejeitada pela Rússia.

AFP |

Criada em 1949 por 12 países, a Otan nunca deixou de ampliar o número de membros ao longo dos anos, e atualmente conta com 26 países membros.

A Albânia e a Croácia esperam receber na cúpula um convite formal de adesão.

Já a Macedônia tem poucas chances de ser aceita, apesar de cumprir com todos os pré-requisitos, devido ao veto da Grécia que impede, desde 1981, o reconhecimento internacional de seu vizinho, que ainda considera parte de seu patrimônio histórico nacional.

O convite para fazer parte da Otan está estipulado no artículo 10 da Carta fundadora da Aliança, que permite o ingresso de qualquer país democrático europeu que deseje e tenha condições de cumprir com os critérios exigidos.

As últimas adesões da Otan foram em 2004, quando sete países aderiram: Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, România, Eslováquia e Eslovênia.

A Geórgia e a Ucrânia pediram para fazer parte do Plano de Ação para a Adesão (MAP, em inglês), um programa que prepara os aspirantes a ingressar na Otan, sem oferecer garantias ou prazos.

As divergências no caso da adesão da Geórgia e da Ucrânia provocam uma enorme controvérsia na Otan, pois a Rússia se recusa a aceitar por considerar que ambos fazem parte de sua órbita de influência.

O caso da Ucrânia se complica pelo fato dos próprios habitantes do país apresentarem dúvidas quanto à adesão. Uma recente pesquisa indicou que 53% da população são contra a entrada do país na Otan e apenas 33% aprovam.

Por outro lado, a Geórgia está dividida entre problemas de separatismo russo nas regiões da Abkházia e Ossétia do Sul, que já pediram o reconhecimento de sua independência, assim como Kosovo fez.

loc/cl

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