Otan e Ucrânia acordam aproximação informal para eventual adesão

Bucareste, 4 abr (EFE) - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Ucrânia se comprometeram hoje, em Bucareste, a impulsionar sua aproximação mútua com o objetivo de integrar, futuramente, esta ex-república soviética à Aliança Atlântica. Apesar disso, por enquanto o chamado Plano de Ação para a Adesão (MAP, na sigla em inglês) não será aplicado. A maior parte dos líderes da Aliança se reuniu com o presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, no marco da comissão Otan-Ucrânia, que se reuniu hoje pela primeira vez desde 2004, quando foi realizada em Istambul. O responsável pela chamada revolução laranja destacou após a sessão sua satisfação por voltar a Kiev com uma perspectiva de adesão, apesar de não ter recebido o convite para aplicar o plano. Colocar esse plano em prática era o desejo expresso do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, mas, por causa da rejeição alemã e francesa, a Aliança optou por adiar sua aplicação.

EFE |

Berlim e Paris destacam que a grande maioria dos 50 milhões de ucranianos rejeita o ingresso na Aliança Atlântica.

No entanto, os 26 países-membros da organização declararam após o Conselho Atlântico de quinta-feira que a "Ucrânia será membro da Otan", uma posição que foi destacada e reforçada hoje no seio da comissão.

O secretário-geral da Aliança, Jaap de Hoop Scheffer, chegou a dizer à imprensa que, em sua opinião, "não há uma sombra de dúvida" de que a Ucrânia será, um dia, membro da Otan.

"O que decidimos não é um evento isolado, iniciamos um processo, que levará à adesão da Ucrânia na Otan", disse o secretário-geral.

O primeiro passo desta aproximação será uma fase que a Otan chama de "colaboração intensificada". EFE jk/bf/db

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