Otan e exército afegão mobilizam reforços por ameaça dos mil presos foragidos

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o exército afegão anunciaram nesta segunda-feira o envio de tropas de reforço a Kandahar, sul do Afeganistão, para fazer frente às ameaças em potencial criadas pela foga de mil detentos, entre eles 400 talibãs, de um presídio local.

AFP |

"Mobilizamos nossas forças para nos assegurar que somos capazes de enfrentar qualquer ameaça em potencial", declarou o porta-voz civil da Otan, Mark Laity.

"Um certo número de unidades do exército afegão foi enviado a Kandahar", acrescentou, por sua vez, o general Mohammed Zaher Azimi, porta-voz do ministério da Defesa.

As forças afegãs e da Otan já haviam iniciado uma vasta operação para capturar os presos que fugiram de uma penitenciária de Kandahar após um ataque talibã que matou 15 guardas.

Os detentos escaparam depois que os talibãs atacaram, na noite de sexta-feira passada, a penitenciária em duas fases: vários veículos explodiram para abrir um buraco no muro da prisão e em seguida um ataque armado aconteceu para liberar o maior número de pessoas possível.

"Havia 1.052 detentos na penitenciária de Sarposa quando os talibãs atacaram. Um total de 886 prisioneiros fugiram, incluindo mais de 380 detidos por crimes contra a segurança nacional", como as autoridades denominam os talibãs, declarou o vice-ministro da Justiça, Abdul Qasim Hashimzai.

Mais de 170 reclusos permaneceram na prisão. De acordo com o vice-ministro, sete carcereiros morreram no ataque.

A polícia afegã ameaçou as pessoas que ajudarem os presos e também informou que 27 insurgentes morreram e 20 fugitivos foram capturados na operação de caça iniciada em conjunto com as forças internacionais.

"Advertimos aos habitantes da região: não dêem cobertura aos presos fugitivos. Se encontrarmos um preso em suas casas, serão punidos", disse à AFP o chefe de polícia da província de Kandahar, Sayed Agha Saqib.

"Os presos que escaparam devem se entregar às autoridades e voltar à prisão ou suas penas serão dobradas caso sejam capturados", acrescentou.

Kandahar é um dos principais redutos dos talibãs.

Desde que foram expulsos do poder no fim de 2001 por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, os talibãs organizam uma violenta insurreição, que ganhou força nos últimos dois anos, apesar da presença de 70.000 soldados estrangeiros no Afeganistão.

af/fp/cn

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