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Por David Brunnstrom BRUXELAS (Reuters) - A Otan informou na terça-feira que a promessa de que a Geórgia um dia fará parte da aliança, feita em uma cúpula em abril, ainda está de pé, apesar da disputa com a Rússia pela região separatista da Ossétia do Sul.

O secretário-geral, Jaap de Hoop Scheffer, disse que a aliança militar liderada pelos Estados Unidos aguardava a confirmação do cumprimento da suspensão das operações militares russas, mas isso não era suficiente e a situação deveria voltar ao status quo do dia 6 de agosto, quando as lutas ainda não haviam começado.

'Acho que o comunicado de Bucareste continua válido. Os aliados disseram em Bucareste que um dia a Geórgia vai se juntar à Otan', disse Scheffer em uma coletiva, depois que embaixadores da Otan se encontraram com o embaixador da Geórgia para discutir a crise.

A Geórgia fez vários pedidos de ajuda à Otan e os aliados concordaram em considerá-los com urgência, disse ele, reafirmando que o uso da força por Moscou foi maciço e desproporcional.

Mas acrescentou: 'A Otan não quer ter um papel direto ou militar neste conflito'.

A Rússia de opõe fortemente à entrada da Geórgia na Otan, o que levaria a aliança militar ocidental para sua fronteira.

Muitos analistas acreditam que esta foi uma das razões principais por trás das lutas que irromperam neste mês.

(Reportagem adicional de Ingrid Melander)