Otan diz que expansão para o leste aumentou segurança da Rússia

Bruxelas, 26 mai (EFE).- O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jaap de Hoop Scheffer, disse hoje que a ampliação da organização em direção aos países do Leste Europeu favoreceu muito a segurança e a estabilidade de todas as nações da região euro-atlântica, incluindo a Rússia.

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"Nos últimos 20 anos, a Aliança (...) desempenhou um papel fundamental na criação de um continente europeu unido, livre e em paz", disse Scheffer durante um discurso na Assembleia Parlamentar da Otan, que fica em Oslo.

Segundo o secretário-geral, de acordo com o futuro conceito estratégico da Otan, esta "deve manter sua porta aberta aos países que desejem se unir à Aliança" e reafirmar "a consolidação da Europa como um objetivo a longo prazo".

Mas, neste momento, a "Rússia parece ter a impressão de que o lado ocidental, e especialmente a Otan, não levam suficientemente em consideração suas preocupações sobre segurança", admitiu Scheffer.

Esta percepção deve ser combatida, já que "a cooperação entre Otan e Rússia é fundamental para o enfrentamento dos desafios comuns, como o Afeganistão, o terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa", disse Scheffer em seu último discurso na Assembleia Parlamentar, já que seu mandato termina em 31 de julho.

As relações entre Otan e Rússia pioraram substancialmente quando os Estados Unidos, sem sucesso, pressionaram o resto dos aliados a acelerar a entrada da Ucrânia e da Geórgia na organização, o que foi entendido pela Rússia como uma tentativa de coação e de intromissão em sua área de influência.

Também não agradou Moscou a recente criação de uma associação entre a União Europeia (UE) e seis ex-repúblicas soviéticas do Leste Europeu.

Em meio a esta tensão, há um ano a Rússia defende a constituição de um novo espaço de segurança na região euro-atlântica.

Amanhã, em Bruxelas, embaixadores dos países da Otan e da Rússia se reunirão pela primeira desde que dois diplomatas russos foram expulsos por espionagem e enquanto continuam as manobras da Aliança na Geórgia. EFE met/sc

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