Otan diz que acordo do Paquistão com militantes preocupa

BRUXELAS (Reuters) - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) expressou preocupação nesta terça-feira depois que o Paquistão assinou um pacto com militantes islâmicos para aplicar a lei islâmica no vale do Swat, no noroeste do país, a fim de tentar conter a insurgência do Taliban na região. Estamos todos preocupados com uma situação em que extremistas teriam um paraíso seguro, disse o porta-voz da Otan James Appathurai a jornalistas.

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A Otan encabeça uma força internacional que combate militantes do Taliban no vizinho Afeganistão, e Appathurai disse não saber se o acordo tornaria a tarefa mais difícil. Mas ele acrescentou: "É certamente motivo para preocupação".

O porta-voz disse que a Otan não duvida do compromisso do governo paquistanês e do presidente Asif Ali Zardari para combater o extremismo. A mulher de Zardari, Benazir Bhutto, foi morta por militantes.

Ele disse que a Otan e o Paquistão querem aprofundar sua cooperação na luta contra os militantes.

"Mas continua sendo o caso, sem duvidar da boa-fé do governo paquistanês, que essa região está sofrendo muito severamente com o extremismo, e nós não queremos ver isso ficar pior."

Uma rebelião eclodiu em Swat em 2007, e militantes agora controlam o vale alpino a apenas 130 quilômetros a noroeste da capital Islamabad.

O acordo para introduzir a lei Islâmica foi fechado em conversas entre líderes islâmicos e autoridades do governo da província da Fronteira Norte Oeste, em Peshawar, na segunda-feira.

O enviado dos Estados Unidos para o Paquistão e o Afeganistão, Richard Holbrooke, disse em uma visita à Índia na segunda-feira que a situação em Swat mostra que norte-americanos, paquistaneses e indianos enfrentam o mesmo inimigo.

(Reportagem de David Brunnsrom)

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