Otan diz estar preparada para todas as eventualidades

Londres, 19 set (EFE) - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) poderia e deveria atuar melhor em algumas áreas, reconheceu hoje em Londres o secretário-geral da entidade, Jaap de Hoop Scheffer, que afirmou, no entanto, que a Aliança Atlântica está preparada para todas as eventualidades. A Otan sempre esteve preparada (...

EFE |

) e está preparada para todas as eventualidades", declarou Scheffer à imprensa, após a reunião de ministros da Defesa da organização realizada na capital britânica.

"Não vejo novas eventualidades", acrescentou o secretário-geral, que defendeu que a Aliança Atlântica seja "mais efetiva e eficiente" e continue a transformação de suas forças.

"Não há diferença entre as forças necessárias no Afeganistão e as forças que poderiam ser necessárias em um cenário (...) onde o território da Otan tem que ser defendido", disse em entrevista coletiva em Londres.

Esta era a primeira ocasião para os ministros da Defesa da aliança debaterem se deveriam melhorar sua preparação a fim de se defender de um hipotético ataque a um de seus membros, à luz do conflito na Geórgia.

Embora a reunião não tenha sido concluída com uma decisão oficial, que foi adiada para a cúpula de abril, produziu, na opinião do secretário-geral, uma discussão "útil" e "aberta".

Entre as questões tratadas, figurou a necessidade de encontrar recursos para contar com mais helicópteros no terreno e a importância de aumentar os orçamentos de Defesa.

"Tenho uma preocupação permanente pelos orçamentos de Defesa.

Tinha (a preocupação) antes da crise e continuo tendo. É muito importante que os países intensifiquem seus orçamentos de Defesa", disse Scheffer.

Por sua vez, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, explicou que tinha colocado na reunião que a efetividade das forças de segurança afegãs é, em último caso, a estratégia de saída da Otan desse país asiático.

A reunião coincidiu com a visita ao Reino Unido do primeiro-ministro georgiano, Vladimir Gurgenidze, que recebeu "o pleno apoio" do Governo de Londres à sua "integridade territorial" e o compromisso de ajuda econômica.

Além disso, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deu seu apoio ao ingresso da Geórgia na Otan, algo que o secretário-geral da organização também fez nesta quinta-feira, apesar da oposição da Rússia.

No entanto, tanto Scheffer quanto o secretário de Defesa dos EUA se mostraram cautelosos em definir qual deve ser a resposta à Rússia.

Em uma conferência nesta quinta-feira, o secretário-geral da Aliança afirmou que não previa "uma mudança radical" na política da Otan em relação à Rússia, e ressaltou que a solução ao conflito no Cáucaso só será alcançada com "concessões" de todos, e não punindo Moscou.

Por sua vez, Gates pediu à Otan que aja com prudência e evite a provocação em sua resposta à Rússia.

Enquanto a reunião abordava a crise da Geórgia, o presidente russo, Dmitri Medvedev, acusava em Moscou a Aliança Atlântica de "provocar" a agressão georgiana na região separatista da Ossétia do Sul. EFE ep/ab/db

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