Otan diz aos EUA que está comprometida com luta no Afeganistão

Por Phil Stewart WASHINGTON (Reuters) - O novo secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, tentou nesta segunda-feira atenuar a preocupação dos EUA com relação ao compromisso da aliança militar no seu envolvimento na guerra do Afeganistão, embora aliados europeus minimizem a possibilidade de enviarem grandes reforços para o conflito, que já dura oito anos.

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Em seu primeiro grande discurso nos EUA como chefe da aliança militar ocidental, Rasmussen admitiu a necessidade de mais recursos para enfrentar o Taliban, num momento de aumento das baixas ocidentais e redução do apoio popular ao conflito na Europa e nos EUA.

Mas o ex-premiê dinamarquês, que assumiu o novo cargo em agosto, também criticou aqueles nos EUA que minimizam a contribuição dos aliados.

Tal comportamento, disse ele, é contraproducente, e pode deixar os aliados europeus "menos inclinados a fazerem esses esforços e esses sacrifícios" no futuro.

"Estou um pouco preocupado com as dúvidas que ouço hoje em dia nos Estados Unidos a respeito da Otan", disse Rasmussen no discurso no Conselho Atlântico, em Washington.

"Desprezar as contribuições europeias e canadenses -- como alguns nos Estados Unidos eventualmente fazem -- pode ser tornar uma profecia que se cumpre por si só."

Também na segunda-feira, ministros europeus de Defesa, reunidos informalmente na Suécia, manifestaram relutância em enviar reforços significativos.

"Se você olha para a Europa, não ouço quaisquer vozes dizendo que temos 5 ou 10 mil soldados adicionais para enviar ao Afeganistão', disse o ministro dinamarquês da Defesa, Soren Gade.

Pesquisas nos EUA e na Europa mostram uma redução no apoio ao conflito, e o comandante das tropas dos EUA e da Otan no Afeganistão, Stanley McChrystal, já alertou que a aliança ocidental poderá perder a guerra se não receber reforços.

Fontes de Defesa e do Congresso dos EUA preveem que o general solicitará o envio de 30 a 40 mil soldados adicionais.

(Reportagem adicional de Adam Entous em Washington; Mia Shanley e Niklas Pollard em Gotemburgo, e David Brunnstrom em Bruxelas)

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