Varsóvia, 12 mar (EFE).- O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Rasmussen, ressaltou hoje em Varsóvia que as armas nucleares continuam sendo necessárias como elemento dissuasório, embora alguns Estados-membros do organismo tenham pedido reduções do arsenal nuclear.

Rasmussen, que se reuniu hoje com o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, manifestou que "um mundo sem armas atômicas seria maravilhoso, mas enquanto houver países e estruturas não-estatais com o objetivo de obter armas nucleares, devemos manter nossa capacidade nuclear".

Para ele, qualquer redução dos arsenais nucleares deveria ser feita de uma forma "equilibrada". Ele assegurou que não há contradição alguma entre a tarefa defensiva da Otan - sua função principal - e os novos objetivos, como a luta contra o terrorismo e a criação de sistemas antimísseis.

O secretário-geral da Otan visitou hoje Varsóvia por ocasião do 11º aniversário da adesão da Polônia à aliança militar. Além do encontro com o presidente do país, Rasmussen participou da conferência "Um novo conceito da Otan", da qual também participaram os ministros de Exteriores e Defesa poloneses.

Em 12 de março de 1999, na cidade de Independence, Missouri (Estados Unidos), o então chanceler polonês, Bronislaw Geremek, participou da cerimônia de entrada da Polônia na Otan. Na mesma ocasião, também ingressaram no organismo a República Tcheca e a Hungria. EFE nt/sa

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