Otan continuará luta contra pirataria depois de julho

Bruxelas, 11 jun (EFE).- Os ministros de Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) concordaram hoje que a missão contra a pirataria em águas do Índico deve continuar depois do dia 28 de junho, embora a maioria dos países terem indicado que a coordenação com outras operações deve ser aperfeiçoada e o marco jurídico deve ser esclarecido.

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Houve, assim, um acordo unânime de que não se podem duplicar esforços nas distintas operações navais, como pode ocorrer no caso dos países-membros da União Europeia (UE), que tem a missão "Atalanta" em andamento, além da missão da Otan.

A ministra espanhola de Defesa, Carme Chacón, explicou, em entrevista coletiva, que entre hoje e amanhã deverá concretizar a decisão de que a Otan continue com sua luta contra a pirataria, depois que acabar sua atual missão, no dia 28 de junho.

A maioria dos membros acha que a operação deve continuar com o formato atual, com o grupo permanente naval número um formado por cinco navios, mas aperfeiçoando os mecanismos de coordenação e esclarecendo o marco jurídico e as regras de enfrentamento.

Atualmente, piratas capturados em operações da Otan são frequentemente libertados por falta de regras jurídicas claras.

Como alternativa, os EUA fizeram uma proposta de iniciar uma nova e mais ambiciosa missão, mas a maioria dos países considera que a atual deu bons resultados.

Além disso, Chacón afirmou que "estamos atacando as consequências, mas toda a comunidade internacional deve trabalhar para dar uma solução à Somália, um Estado fracassado, através de cooperação e ajuda humanitária ao continente africano". EFE met/pd

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