Otan comemora aumento de efetivos no Afeganistão e elogia escudo dos EUA

Os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) propuseram aumentar os seus contingentes no Afeganistão, para reforçar substancialmente a força da Aliança neste país, afirmou nesta quinta-feira o secretário-geral Jaap de Hoop Scheffer.

AFP |

"Hoje, novos países apresentaram ofertas que vão aumentar substancialmente o número total de soldados", afirmou Scheffer, em uma conferência de imprensa conjunta com o presidente afegão Hamid Karzai.

O secretário-geral não citou os países que ofereceram o envio de novas tropas, apenas mencionou explicitamente a França, que confirmou que mandaria um batalhão suplementar de 700 pessoas para o leste do país.

Contudo, Scheffer afirmou que as ofertas permitirão atender a um pedido dos canadenses de mobilizar novos reforços no sul do Afeganistão, onde a força da Otan enfrenta mais dificuldades com os talibãs.

A Casa Branca anunciou separadamente que alguns países se comprometeram a realizar um novo esforço no Afeganistão, o que deverá representar, com os reforços americanos, vários milhares de soldados.

"Tenho uma lista com cerca de doze ou treze países", declarou Stephen Hadley, conselheiro de segurança nacional do presidente George W. Bush.

Hadley assinalou que essa lista não era definitiva e que as contribuições não são apenas de soldados, mas também à reconstrução do país.

Um dos objetivos de Bush na cúpula de Bucareste era fazer com que os aliados dos Estados Unidos auxiliassem mais no Afeganistão.

A Otan coordena atualmente no Afeganistão uma força de 47.000 soldados vindos de 40 países. Uma outra força é dirigida pelos Estados Unidos e conta com cerca de 15.000 homens.

Por outro lado, no comunicado emitido ao fim das reuniões desta quinta, a Otan elogiou a contribuição do futuro escudo antimísseis americano na Europa central com o objetivo de proteger os aliados europeus.

Os líderes da Otan insistiram que a Rússia vincule seu sistema de defesa antimíssil com o americano e um outro sistema que a Aliança Atlântica pretende criar.

"Reconhecemos a importante contribuição para a proteção dos aliados contra os mísseis balísticos de longo alcance que será acoplada ao sistema americano", declararam os 26 líderes da Otan.

O futuro sistema americano inclui uma bateria de 10 mísseis interceptores na Polônia e um radar ultramoderno na República Tcheca, que estarão em serviço a partir de 2012.

A Rússia se manifestou contra essa iniciativa diversas vezes, afirmando que fere seus interesses estratégicos.

Nesta quinta-feira, os Estados Unidos deram mais um passo a frente em seu projeto ao anunciar um acordo com a República Tcheca para instalar o radar, segundo um comunicado de ambos os países.

"Estados Unidos e a República Tcheca anunciam o fim das negociações do acordo de defesa antimísseis. Planejamos assinar o acordo brevemente", indicou o texto divulgado em Bucareste.

Antes do Conselho Otan-Rússia, reunidos na última sexta-feira com a presença do presidente russo Vladimir Putin, os líderes da Aliança Atlântica propuseram a Moscou vincular seu sistema de defesa antimíssil com o americano e a um sistema que a organização pretende instalar para suas necessidades.

"Estamos preparados para explorar o potencial de unir os sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos, da Otan e da Rússia no momento apropriado", informaram nesta quinta-feira os líderes da Aliança.

A intenção da Otan de criar seu próprio sistema antimíssil é devido ao fato do sistema americano não proteger todos os países da Aliança.

Por essa razão, os líderes dos 26 países estão estudando as "opções" para "garantir a cobertura" do "conjunto do território e das populações dos países aliados" que não estão protegidos pelo futuro escudo americano. Estes são Turquia, România, Bulgária e Grécia.

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