Otan aprova criação de sistema de defesa antimísseis

Plano, segundo presidente Barack Obama, é 'ampliar' escudo que EUA já possuem para todos os membros da aliança ocidental

iG São Paulo |

No primeiro dia da cúpula em Lisboa, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aprovou a criação de um sistema de defesa atimísseis. O plano, segundo o presidente americano, Barack Obama, é uma ampliação do "escudo" para todos os membros da aliança ocidental.

Os Estados Unidos já possuem um sistema de defesa antimíssel baseado na América do Norte e planejam, a partir do acordo, implementar um para seus aliados europeus.

"Estou feliz em anunciar que, pela primeira vez, concordamos em desenvolver um sistema de defesa antimísseis que estará suficientemente capacitado para cobrir todo o território e a população dos países europeus membros da Otan e dos Estados Unidos", afirmou Obama.

AP
Obama no primeiro dia da cúpula da aliança ocidental, em Lisboa
Também no primeiro dia da cúpula, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse que a organização adotará novos meios para enfrentar as ameaças globais. Para responder as novas ameaças, a cúpula sancionará um novo conceito estratégico, pelo qual a Otan poderá atuar em qualquer lugar do mundo sempre que considerar que a segurança de algum de seus membros está ameaçada.

A aliança delimitava o território tradicional de atuação às fronteiras dos países integrantes, mas esse princípio foi superado pela intervenção no Afeganistão, país no qual a organização dirige a força Isaf sob mandato da ONU desde 2003.

Afeganistão

Os líderes da Otan se reúnem em Lisboa para um encontro de dois dias no qual pretendem adotar também uma estratégia de saída progressiva do Afeganistão, onde há atualmente 140 mil soldados estrangeiros.

Obama e os aliados da aliança devem adotar no sábado um plano de três anos para o início da transferência do controle da segurança aos afegãos a partir de 2011, uma década após o início da guerra contra o Taleban, que já matou 2,2 mil militares estrangeiros.

Os EUA programam o início da retirada de seu contingente, majoritário entre as tropas internacionais, para julho de 2011, enquanto países como França e Alemanha esperam iniciar a saída o mais rápido possível.

Antes de começar o encontro, Obama prometeu que os afegãos não ficarão sozinhos após assumir a responsabilidade pela segurança do país - atualmente sob o comando das tropas estrangeiras -, o que deve ocorrer em 2014.

*Com BBC, AFP e EFE

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