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Otan anuncia passo adiante no Kosovo, com treinamento de 2,5 mil oficiais

Bruxelas, 11 jun (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) decidiu hoje dar um passo adiante em sua política para o Kosovo ao anunciar que também passará a treinar forças de segurança multiétnicas e profissionais no território.

EFE |

A Otan treinará uma força de 2.500 soldados para que estejam em condições de controlar a ordem pública em um prazo de três anos, e ajudará a "criar instituições de segurança", quatro meses depois da autoproclamação de independência kosovar.

"Os aliados decidiram dar um passo adiante", disse o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, em coletiva de imprensa concedida após a primeira reunião do Conselho de ministros da Defesa do órgão.

Segundo fontes diplomáticas, Espanha, Romênia e Eslováquia teriam apresentado reservas frente à proposição. O secretário-geral da Otan considerou "completamente legítima" a decisão da Espanha, que não vetou a iniciativa por acreditar que é preferível um controle dos aliados sobre a composição das novas forças de segurança kosovares.

Madri já anunciou que não participará do que considera o reconhecimento implícito de um novo Estado.

De Hoop admitiu que "não está claro" que todos os membros da Força para o Kosovo (KFOR) irão participar do trabalho de treinamento, ao qual se dedicarão 250 especialistas à margem dos 16 mil aliados destacados para a ex-província sérvia.

Hoje, os ministros da Defesa da Otan consideraram suficiente esse número total de oficiais no território.

A decisão de formar a força de segurança foi tomada quatro dias antes da aprovação de uma nova Constituição no Kosovo para dar plenos poderes ao país segundo o cronograma previsto pelo plano do ex-mediador internacional Martti Ahtisaari.

De acordo com esse plano, uma missão da União Européia (UE) denominada "Eulex" deveria assumir em junho as responsabilidades da missão da ONU na ex-província sérvia.

No entanto, as diferenças entre as principais potências impediram que esta missão saísse do Kosovo, razão pela qual agora o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pressiona para que uma operação mais reduzida das Nações Unidas permaneça no território, ao mesmo tempo em que oferece mais competências à minoria sérvia no Kosovo.

As forças de segurança kosovares terão no máximo 2.500 soldados e não poderão utilizar armamento pesado, mas sim metralhadoras leves inferiores a 13 milímetros.

Ficarão encarregados da ordem pública, do controle de crises e de emergências civis, mas não da segurança de fronteiras, e sua formação suporá a dissolução das anteriores forças kosovares, nas quais eram muitos os membros da guerrilha do Exército de Libertação do Kosovo (UCK).

Com relação ao Afeganistão, o secretário de Defesa americano, Robert Gates, deve pedir ainda hoje aos países europeus um maior esforço na missão que tirou do poder os talibãs, sobretudo nos programas de treinamento das forças policiais e de segurança afegãs, segundo fontes da delegação.

Países como França, Polônia, Itália e EUA já anunciaram sua intenção de enviar mais tropas ao território. EFE met/fr

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