Otan afirma que sua missão não é abordar navios seqüestrados

Bruxelas, 18 nov (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que sua missão na Somália não é para abordar navios já seqüestrados e libertar suas tripulações, mas para dissuadir os piratas, o que não conseguiu fazer na tomada do petroleiro saudita, porque ocorreu a milhares de milhas de suas patrulhas.

EFE |

Em entrevista coletiva, o porta-voz da Otan, James Appathurai, disse que nenhum dos quatro navios da Otan que patrulham e escoltam os transportes de ajuda humanitária em águas da Somália "esteve envolvido no seqüestro do petroleiro saudita" no domingo.

"Nossos navios não estavam na área, se for considerado onde ocorreu o seqüestro, fica bastante longe de onde a operação da Otan acontece", disse.

O petroleiro saudita foi seqüestrado por piratas no Mar Arábico, e depois levado ao litroal da Somália.

O porta-voz aliado reiterou que "a missão da Otan está dividida essencialmente em duas partes, uma é dar segurança aos navios do Programa Mundial de Alimentos (PMA) - até agora, escoltaram 7 mil toneladas - e a outra é uma patrulha de dissuasão, que já defendeu navios de atos de pirataria".

Os quatro navios da Otan são de nacionalidade italiana, grega, turca e britânica, e seu mandato, sob o guarda-chuva da ONU, se estende até meados de dezembro.

Appathurai disse que será estudada uma possível extensão desta missão, mas também lembrou que, no mês que vem, começa a mobilização da operação naval européia, que inclusive será mais ampla que a da Otan.

A União Européia (UE) aprovou no último dia 10 o início de uma missão naval para combater a pirataria em águas próximas à Somália, que começará a se mobilizar no início de dezembro, com a participação de nove países, e entre oito e dez navios. EFE met/an

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