Berlim, 18 dez (EFE).- O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, admitiu que, talvez, no passado, os desafios da missão internacional enviada ao Afeganistão tenham sido desvalorizados.

"Mas dentro de pouco tempo todos verão como avançaremos", disse Rasmussen à próxima edição da revista alemã "Der Spiegel", que hoje divulgou trechos da entrevista.

Além de falar de "uma nova fase" e de progressos decisivos no combate aos talibãs, o dinamarquês afirmou à publicação que a Otan "não ficará por toda a eternidade" no Afeganistão, mas só "até terminar" seu trabalho.

O secretário-geral baseou seu otimismo nos 30.000 militares a mais que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu enviar ao Afeganistão e no compromisso assumido por "uma série de Governos europeus" de mandar mais 7.000 soldados ao país asiático.

Apesar de o Executivo alemão ter anunciado que só estudará o aumento do seu contingente no Afeganistão após a conferência sobre esta nação, programada para o fim de janeiro, em Londres, Rasmussen disse ter "certeza" de que a Alemanha vai enviar mais militares.

"O Governo alemão tomará a decisão correta", declarou o chefe aliado, que se referiu ao novo ministro da Defesa da Alemanha, Karl Theodor zu Guttenberg, como um político "comprometido e promissor".

Na entrevista, Rasmussen também aumentou a pressão sobre o presidente afegão, Hamid Karzai, que "sabe exatamente o quão importante é atuar contra a corrupção". "Nós mantemos nossas promessas, mas esperamos resultados", afirmou o dinamarquês.

"Se o Governo afegão quer assumir cada vez mais as rédeas do país, tem de demonstrar que é capaz", acrescentou o secretário-geral da Otan. EFE jcb/sc

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.