Otan admite e lamenta a morte de quatro civis em ônibus no Afeganistão

A força da Otan no Afeganistão (Isaf) admitiu que seus soldados mataram nesta segunda-feira quatro civis, entre eles uma mulher e uma criança, ao abrir fogo contra um ônibus que se aproximou de um comboio militar, e disse lamentar profundamente o ocorrido.

AFP |

"A Isaf lamenta profundandamente a trágica perda de vidas nesta manhã no distrito de Zhari", indica um comunicado.

O incidente aconteceu em uma rodovia da província de Kandahar, reduto dos talibãs, quando um ônibus de passageiros se aproximou demasiadamente de um comboio da Força Internacional de Assistência da Segurança (Isaf), sob comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), indicou o governador da província.

Os militares estrangeiros abriram fogo em circunstâncias ainda não esclarecidas. Os veículos blindados das forças internacionais têm um cartraz no qual advertem que os demais veículos não devem se aproximar.

O presidente afegão Hamid Karzai condenou o ocorrido. "Abrir fogo contra um ônibus vai contra os compromissos da Otan de proteger civis e não se justifica de maneira alguma", declarou Karzai, que condenou com firmeza o ataque em um comunicado.

Uma manifestação de protesto foi realizada pela pela morte dos quatro civis. Cerca de 200 homens se concentraram no centro da cidade, onde queimaram pneus e gritaram "Morte aos Estados Unidos" e "Morte a Karzai".

Por outro lado, um atentado suicida contra os serviços de inteligência em Kandahar, sul do Afeganistão, foi desbaratado nesta segunda-feira pela polícia, que matou dois atacantes, enquanto que um homem-bomba se explodiu antes de chegar a seu objetivo.

O ataque era dirigido contra o escritório do Conselho Nacional para a Segurança (National Directorate for Security, NDS), informou o chefe do governo da província de Kandahar, Ahmad Wali Karzai, irmão do presidente afegão Hamid Karzai.

Dois agentes do NDS e um funcionário de uma escola ficaram feridos.

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