Osso de dinossauro indica que separação dos continentes ocorreu mais tarde

A descoberta de um osso de dinossauro na Austrália, de um primo próximo do Megaraptor sul-americano, indica que a separação dos continentes teve início depois do que se acreditava, revela um estudo publicado nesta terça-feira pela revista britânica Proceeedings of the Royal Society.

AFP |

A semelhança entre os dois dinossauros bípedes, que viveram no Cretáceo (há entre 145 e 65 milhões de anos), reforça a tese contra a teoria tradicional que descreve a fragmentação de Gondwana, o bloco continental meridional que se separou de Pangea, o supercontinente primitivo único.

Segundo esta teoria, Gondwana se fragmentou inicialmente em África e América do Sul, de um lado, e em Antártica, Índia, Madagascar e Austrália, do outro, há cerca de 138 milhões de anos.

O osso em questão, que corresponde ao membro anterior de um terópodo, encontrado na região do Cabo Otway, no estado de Victoria (sudeste da Austrália), tem cerca de 108 milhões de anos.

O osso é uma prova de que houve migração terrestre entre o continente australiano e outra parte de Gondwana em meados do Cretáceo, segundo os autores do estudo.

"É o primeiro terópodo australiano com semelhanças bem documentadas com uma espécie de outra parte de Gondwana", afirma Nathan Smith, da Universidade de Chicago.

Esta descoberta apóia diversas teses dissidentes que apontam que a África se separou primeiro de Gondwana e que os laços terrestres entre América do Sul, Antártica e Austrália se mantiveram até meados do Cretáceo ou início do Terciário.

mh/LR

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