Ossétia do Sul denuncia novo ataque georgiano e possível invasão de capital

Tbilisi, 8 ago (EFE).- A região separatista da Ossétia do Sul denunciou hoje novos ataques e bombardeios georgianos e uma possível invasão de sua capital, Tskhinvali, poucas horas depois de o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, anunciar um cessar-fogo unilateral na zona do conflito, após um dia de intensos tiroteios.

EFE |

"A cidade, incluindo o centro urbano, está sendo submetida a fogo de artilharia das localidades georgianas de Nikozi e Ergneti", disse um porta-voz do Ministério da Defesa.

O líder separatista, Eduard Kokoiti, declarou que "começou a invasão de Tskhinvali", a capital da Ossétia, e assegurou que suas tropas combatem contra unidades georgianas nos acessos à cidade.

O oficial russo Marat Kulajmetov, comandante das Forças Mistas de Paz (russas, georgianas e da Ossétia), denunciou também que tropas georgianas avançam em direção à capital separatista, Tskhinvali, submetida a bombardeios, em um ataque que poderia marcar o começo de uma invasão.

O vice-ministro de Exteriores georgiano, Grigol Vashadze, qualificou estas informações de "delírio", ao assinalar que a Geórgia não retomaria, em nenhum caso, o conflito armado em seu território, apesar de ter ressaltado que Tskhinvali, ao contrário de Tbilisi, "não interrompeu os ataques hoje".

Ao mesmo tempo, o comandante das tropas de paz georgianas, Mamuka Kurashvili, declarou que a Geórgia decidiu "restabelecer a ordem constitucional na zona do conflito", depois que a Ossétia "rejeitou" sua oferta de paz e diálogo.

O presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, anunciou ontem à noite que ordenou a suas tropas não responder com fogo aos ataques separatistas, e propôs à Rússia que seja a fiadora da "ampla autonomia que Tbilisi oferece à Ossétia do Sul".

Após o discurso de Saakashvili, as Forças Mistas de Paz confirmaram a interrupção dos tiroteios entre as partes da Ossétia e da Geórgia, e anunciaram um acordo para realizar, na sexta-feira, em Tskhinvali uma reunião de dois altos funcionários de ambas as partes para buscar uma solução para o novo conflito. EFE mv/gs

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