Ossétia do Sul continua fechada à ajuda humanitária, diz ONU

Genebra, 19 ago (EFE).- A Ossétia do Sul, território separatista que foi a causa do conflito entre Rússia e Geórgia, continua fechada à ajuda humanitária internacional, confirmaram hoje porta-vozes de diversas agências das Nações Unidas e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

EFE |

"Devido à falta de acesso humanitário, as agências da ONU e outras organizações internacionais não conseguiram retomar suas operações na Ossétia do Sul", disse a porta-voz do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Ajuda Humanitária (Ocha), Elizabeth Byrs.

Por isso, não existe uma avaliação global das necessidades nesse território, mas chegaram informações - ainda não confirmadas - que "80% de Tskhinvali (capital da Ossétia do Sul) foi destruída", acrescentou.

Essas mesmas fontes, que Byrs não identificou, indicam que 15 mil civis permanecem nessa cidade, de uma população de 30 mil antes do início das hostilidades, no último dia 8.

No entanto, a porta-voz apontou como aspecto positivo que o acesso à cidade de georgiana de Gori - a 25 quilômetros da Ossétia do Sul e que está em mãos de tropas russas - e suas zonas divisórias melhorou, graças ao estabelecimento de "um corredor humanitário" para o abastecimento de ajuda.

A porta-voz do CICV, Anna Nelson, disse que o Governo russo reconheceu o valor que teria "a presença e o trabalho" dessa instituição na Ossétia do Sul.

Assim transmitiu o ministro de Exteriores russo, Serguei Lavrov, ao presidente do CICV, Jakob Kellenberger, com quem se reuniu esta manhã em Moscou.

Lavrov prometeu a Kellenberger que "transmitirá essa mensagem às autoridades da Ossétia do Sul", disse a porta-voz, que afirmou que o organismo está pronto para ir a esse território logo que receba uma autorização formal. EFE is/an

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