As autoridades da região separatista da Ossétia do Sul disseram nesta terça-feira que o estabelecimento de relações diplomáticas com a Rússia impedirá uma nova agressão militar por parte da Geórgia.

"As relações com a Rússia impedirão uma nova agressão da parte georgiana, que é o que mais preocupa nossos cidadãos", disse à Agência Efe o ministro de Exteriores da Ossétia do Sul, Murat Dzhioyev.

O funcionário separatista disse que o reconhecimento da independência tanto da Ossétia do Sul quanto da Abkházia por parte da Rússia era "informal".

Por outro lado, acrescentou, "agora as relações já são normais, bilaterais e formais".

"Os laços diplomáticos são uma garantia de segurança", ressaltou.

Além de trocarem notas diplomáticas, a Rússia e as regiões separatistas decidiram também a "pronta" assinatura de acordos de amizade, cooperação e assistência mútua em caso de agressão externa, semelhantes aos que a URSS assinava com os países-membros do Pacto de Varsóvia.

O acordo de assistência mútua abre a possibilidade de que a Rússia utilize as infra-estruturas já existentes ou construa novas instalações militares no território dessas repúblicas separatistas.

O ministro da Defesa russo, Anatoli Serdiukov, disse que a Rússia tinha definido com a Abkházia e a Ossétia do Sul o posicionamento de até 3.800 soldados russos em cada uma dessas regiões.

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