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Oscar termina em consagração para Quem quer ser um milionário?

Com oito estatuetas, incluindo melhor filme e diretor para o britânico Danny Boyle, Quem quer ser um milionário? obteve a consagração definitiva no Oscar, em uma noite marcada por muita emoção pela premiação póstuma de Heath Ledger como ator coadjuvante e por algumas inovações na cerimônia, apresentada pela primeira vez pelo australiano Hugh Jackman.

AFP |

Em uma cerimônia menos sisuda que as anteriores, com os vencedores sendo anunciados em blocos e a presença de antigos vencedores nas categorias de interpretação para reverenciar os agraciados de 2009, "Slumdog Millionaire" (no original), que já triunfara no Globo de Ouro, na premiação do SAG (sindicato dos atores) e no Bafta inglês saiu aclamado do Teatro Kodak pela indústria cinematográfica dos Estados Unidos.

Além das categorias filme e diretor, o longa-metragem também faturou as estatuetas de roteiro adaptado, fotografia, montagem, mixagem de som, trilha sonora e música original, com oito vitórias em 10 indicações.

"Slumdog", um filme de orçamento modesto, sem estrelas e que quase não teve distribuição nas salas de cinema, completou assim o conto de fadas de Hollywood.

O longa-metragem, rodado nas favelas de Mumbai e com praticamente todo o elenco indiano, assim como boa parte da equipe técninca, conta a história de um jovem que, contra todos os prognósticos, avança em um reality show de perguntas com o objetivo de reencontrar o grande amor de sua vida.

Além de Boyle, outro destaque entre os vencedores foi o compositor indiano A.R. Rahman, premiado com duas estatuetas, nas categorias de trilha sonora e música original.

Nas categorias de interpretação, quatro filmes faturaram estatuetas. Sean Penn levou o Oscar de melhor ator por seu papel no filme "Milk - A Voz da Igualdade", no qual interpreta Harvey Milk, o primeiro gay a ser eleito para um cargo político nos Estados Unidos.

O filme também faturou a estatueta de roteiro original.

Este foi o segundo Oscar da carreira de Penn, que já havia sido premiado por "Sobre Meninos e Lobos" em 2004.

Ele concorria com Richard Jenkins ("The Visitor"), Frank Langella ("Frost/Nixon"), Brad Pitt ("O Curioso Caso de Benjamin Button") e Mickey Rourke ("O Lutador").

No discurso de agradecimento, Penn defendeu o direito de casamento dos homossexuais, mencionou o presidente Barack Obama e elogiou Rourke, que voltou ao primeiro escalão depois de vários anos de ostracismo.

Entre as mulheres, em sua sexta indicação a britânica Kate Winslet conseguiu vencer o primeiro Oscar de atriz. Ela foi premiada por sua interpretação de ex-oficial nazista em "O Leitor".

Winslet, 33 anos, interpreta no filme uma ex-guarda de um campo de concentração que tem um relacionamento com um adolescente na Alemanha do pós-guerra. Anos depois é levada a julgamento por seu papel na II Guerra Mundial.

Ela superou na categoria as atrizes Anne Hathaway ("O Casamento de Rachel"), Angelina Jolie ("A Troca"), Melissa Leo ("Rio Congelado") e Meryl Streep ("Dúvida"), esta em sua 15a. indicação.

A categoria de ator coadjuvante reservou a grande emoção da noite, com a já aguardada vitória do australiano Heath Ledger. O australiano, morto em janeiro de 2008, venceu o Oscar por seu papel marcante de Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas".

O prêmio foi recebido pela família do ator, seu pai, mãe e irmã.

Ledger, que faleceu aos 28 anos, se tornou apenas o segundo ator na história do Oscar a receber uma estatueta póstuma, depois do compatriota Peter Finch, que venceu por "Rede de Intrigas" em 1976.

Ledger já vencera o Globo de Ouro, o SAG e o Bafta pela interpretação em "O Cavaleiro das Trevas", a maior bilheteria do ano passado e a segunda maior da história do cinema, atrás apenas de "Titanic". O filme também venceu na categoria edição de som.

Entre as mulheres, Penelope Cruz se tornou a primeira atriz espanhola a vencer um Oscar, ao receber a estatueta de coadjuvante por sua performance na comédia "Vicky Cristina Barcelona", do diretor Woody Allen.

O filme com mais indicações do ano, "O Curioso Caso de Benjamin Button", que concorria em 13 categorias, teve que se conformar com apenas três vitórias, todas em categorias técnicas.

Outros destaques da noite foram as vitórias de "WALL-E" na categoria de filme de animação, no quarto Oscar da Pixar desde a criação da categoria em 2002, e do japonês "Okuribito" ("Departures"), de Yojiro Takita, na categoria de filme em língua estrangeira, superando o grande favorito "Valsa com Bashir", do israelense Ari Folman.

Os outros filmes indicados eram "Der Baader Meinhof Komplex" ("The Baader Meinhof Complex"), da Alemanha, o francês "Entre les murs", vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes, e "Revanche", da Áustria.

O prêmio humanitário da noite foi entregue ao humorista Jerry Lewis.

A 81a. edição do Oscar destacou os sucessos do ano passado, teve alguns números em homenagem aos musicais e apresentação de Hugh Jackman, em um formato mais íntimo que sensibilizou os presentes em vários momentos, principalmente com a presença de antigos vencedores na apresentação dos indicados das categorias de interpretação.

A dúvida agora é saber se a cerimônia também teve o apoio dos telespectadores, que a cada ano proporcionam ao Oscar uma audiência menor.

afp/fp

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