Oscar Arias proporá a hondurenhos governo de reconciliação nacional

O presidente da Costa Rica e mediador do conflito hondurenho, Oscar Arias, disse nesta quinta-feira que proprá ao presidente deposto Manuel Zelaya e ao governante de fato, Roberto Micheletti, a criação de um governo de reconciliação nacional para superar a crise.

AFP |

"Vou apresentar várias ideias", disse Arias à rádio Monumental, para "que possa haver um governo de reconciliação nacional" com Zelaya como presidente.

"O restablecimento da ordem constitucional passa pela volta do presidente José Manuel Zelaya", recordou Arias, que espera "avançar muito" no encontro de sábado com as delegações negociadoras nomeadas por Zelaya e Micheletti.

"Poderia ser uma coalizão de governo, com a participação de ambos os grupos em alguns ministérios", entre eles, os das Finanças, da Segurança, Interior ou Casa Civil, sugeriu.

Pode-se, também, "falar de anistia (...) sobre crimes políticos, em particular para Zelaya, que tem ordem de captura emitida pela justiça hondurenha por 18 delitos.

Arias rejeitou a proposta de Micheletti, nomeado pelo Congresso Nacional depois do golpe de estado de 28 de junho, de renunciar ao cargo desde que Zelaya não retorne ao poder em Tegucigalpa.

"Essa não é uma solução", disse Arias lembrando a decisão de 34 governos (da Organização de Estados Americanos) "segundo a qual a restauração da ordem constitucional em Honduras passa pela volta" de Zelaya.

Arias, que se reuniu semana passada em San José com Zelaya e Micheletti em separado, considera que quase três semanas depois do golpe o tempo urge para resolver esta crise "muito complexa".

Segundo ele, se necessário, o diálogo previsto para sábado em San José deverá continuar até "a manhã de domingo, pelo menos".

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