Osama e Obama: Veja as repetidas gafes na imprensa

Assista à compilação de vídeos em que jornalistas matam presidente dos EUA, e não o líder da Al-Qaeda; linguista explica confusão

iG São Paulo | 10/05/2011 17:15

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Desde a ação de comandos americanos no Paquistão em 2 de maio contra Osama bin Laden, a imprensa repetidamente cometeu o erro de anunciar a morte do presidente dos EUA, Barack Obama, em vez da do líder da Al-Qaeda.

Assista a vídeo com as várias confusões da imprensa americana:

 

Em 6 de maio, a Columbia Journalism Review (publicação bimestral da Universidade Columbia, de Nova York) e a revista The Atlantic explicaram por que essas sílabas fazem as pessoas se confudirem. De acordo com o linguista Michael Erard, o motivo é a forma como o cérebro guarda e acessa a informação.

"O falante antecipa o 'b' de Bin Laden e o move para substituir o 's' de Osama", disse ao The Atlantic. "É um erro de antecipação, no qual há uma cadeia de sons e a pessoa basicamente se adianta e seleciona um som antes do que deveria e o insere na fala", afirmou. Segundo o linguista, se o nome fosse Osama Tin Laden, haveria menos confusões entre Obama/ Osama.

Também de acordo com Erard, há mais probabilidade de esse erro ser cometido porque o nome "Osama Bin Laden” está guardado em nosso cérebro como um bloco único, em vez de um nome composto por três itens distintos, o que facilitaria pular para o 'b' de Bin Laden sem prestar atenção à primeira palavra do bloco (Osama).

A confusão, porém, não é de agora. Desde que anunciou que concorreria à presidência dos EUA, em janeiro de 2007, o democrata teve de ouvir seu nome ser trocado pelo do terrorista até em eventos em que esteve pessoalmente.

"O sr. imagina transferir uma grande quantidade (de soldados) ao Afeganistão, enquanto (a milícia islâmica do) Taleban continua ganhando força e Obama bin Laden permanece foragido?", perguntou seu interloculor durante um evento em abril de 2008.

"Acho que é Osama bin Laden", ironizou Obama em meio ao riso e aplausos da plateia.

"Se fiz isso, lamento muito", rapidamente reagiu o homem que lhe havia questionado. Ao que Obama respondeu: "Não, não, isso faz parte do exercício pelo qual tenho passado nos últimos 15 meses. O que mostra o quão impressionante é o fato de eu ainda estar aqui", afirmou rindo.

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