Os robôs também formarão os exércitos do futuro

Os robôs formarão os exércitos do futuro e, em função de sua natureza, serão adequados para fazer o trabalho sujo, advertiu Peter Singer, especialista em temas militares, falando no Salão de Tecnologia, Entretenimento e Design (TED) em Long Beach, Califórnia.

AFP |

Singer afirmou que, ao mesmo tempo em que usar robôs nas batalhas vai salvar a vida do pessoal militar, também vai endurecer o caráter das guerras porque serão usadas maquinas sem coração encarregadas de fazer o trabalho sujo de um soldado.

Singer predisse que as unidades militares americanas serão metade máquinas e metade humanas até 2015.

O exército dos Estados Unidos já recruta soldados usando um videogame de guerra especializado; e alguns controles de armas de verdade copiam designs de comandos de populares consoles de videogames. Além disso, aviões teleguiados e robôs portadores de bombas já são comuns nos campos de batalha.

E os robôs não apenas não têm compaixão nem piedade, como também tendem a isolar os soldados humanos dos erros que os humanos gostariam de evitar.

Singer comentou que os Estados

"Os Estados Unidos estão à frente da robótica militar, mas essa tecnologia não é uma vantagem exclusiva. Temos a Rússia, a China, o Paquistão e o Irã trabalhando em robôs militares".

"O que significará ir à guerra com soldados americanos cujo 'hardware' é fabricado na Chna e cujo software é fabricado na Índia?", questionou ainda o analista, membro da equipe de pesquisa militar do Instituto Brookings.

Segundo o especialista, o terrorismo também poderá fazer uso dos robôs, o que levanta uma questão "preocupante".

"Não é preciso convencer um robô de se explodir dizendo que ele terá 72 virgens quando morrer e chegar ao Paraíso", concluiu.

gc/cn

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